Pagamento antecipado ao FMI de 10 mil milhões permite poupar 660 milhões

  • Margarida Peixoto
  • 5 Julho 2017

Ricardo Mourinho Félix adiantou o valor da poupança estimada com o plano de pagamento antecipado de mais 10 mil milhões de euros ao FMI. Este ano serão reembolsados 3,6 milhões.

O Governo quer poupar 660 milhões de euros com o reembolso antecipado de mais dez mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional. A estimativa foi avançada esta quarta-feira pelo secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, na Assembleia da República.

O pedido de reembolso de mais dez mil milhões de euros foi submetido em maio e prevê o pagamento antecipado deste valor num prazo de 30 meses — que ultrapassa, portanto, o período desta legislatura. Este ano, o Estado já reembolsou mil milhões de euros e espera-se que venha a pagar outros 2,6 mil milhões, num total de 3,6 mil milhões de euros, confirmou Mourinho Félix.

O objetivo destes pagamentos antecipados é substituir a dívida ao FMI por financiamento mais barato, poupando com isso nos juros. No total dos dez mil milhões o Governo espera “uma poupança de 660 milhões de euros”, disse Mourinho Félix.

“Aumentar a maturidade da dívida, mas a preços decentes”

O governante explicou ainda que a substituição de dívida ao FMI, por dívida mais barata, permitirá aumentar a maturidade da dívida, em contraponto com as emissões que têm sido feitas e que privilegiam prazos em torno dos cinco anos. Do mesmo modo, também o empréstimo feito pelo Santander ao Estado português, na ordem dos 2,3 mil milhões de euros, no âmbito do acordo sobre os swaps tóxicos vendidos às empresas públicas permitirá alargar as maturidades, garantiu Mourinho Félix.

Este é um “empréstimo a 15 anos, que aumenta a maturidade da dívida com preço mais baixo e permitirá pagar mais cedo ao FMI”, frisou o secretário de Estado. Já fazer “emissões de mais longo prazo implica que as taxas estejam mais baixas,” argumentou. Neste momento, o Estado tem preferido financiar-se sobretudo com maturidades em torno dos cinco anos, “que é onde o mercado está mais ativo.” E rematou: “Aumentar a maturidade da dívida, mas a preços decentes.”

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