Pedro Nuno Santos: Não é altura de “fazer rolar cabeças”

  • ECO
  • 6 Julho 2017

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares afirma que não se deve misturar o caso dos incêndios com o de Tancos, e que as demissões podem ter "consequências perversas".

Pedro Nuno Santos afirma que se deve separar o caso do furto de armamento em Tancos da tragédia dos incêndios em Pedrógão Grande, duas situações que estão a deixar os ministros de cada uma das tutelas sob a crítica da opinião pública. Para o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, que falou ao Público e à Rádio Renascença, assinalou que as demissões têm “muitas vezes consequências perversas”, e assumiu que este é o momento mais difícil do Governo.

“Tivemos há duas semanas e meia uma tragédia onde morreram 64 pessoas”, reconheceu Pedro Nuno Santos, assumindo que é “objetivamente” o momento mais difícil que o Executivo de António Costa já enfrentou. No entanto, o secretário de Estado separou este caso do incidente na base militar de Tancos, que não deve ser “tratado da mesma maneira”.

Sobre as exigências de demissões no Governo, Pedro Nuno Santos afirmou que “as demissões, quando são pedidas, têm muitas vezes consequências perversas, criando a ilusão de que o problema está resolvido com a demissão”.

PS faz focus groups com frequência

Pedro Nuno Santos admitiu ainda que o Partido Socialista tenha feito um focus group com potenciais eleitores no qual foram colocadas questões sobre os incêndios, mas apenas porque o PS os faz “com frequência” e parte das perguntas dependem dos temas mais quentes em que o grupo que dá a sua opinião sobre determinados temas está a ser interrogado. No entanto, sublinhou que o Governo não desenvolve esse tipo de iniciativa, e disse não ter conhecimento de questões colocadas sobre o caso de Tancos.

Sobre o Orçamento do Estado para 2018, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares não espera que as negociações sejam afetadas por estes dois incidentes. As negociações do Orçamento estavam a ser antecipadas para estarem fechadas antes do final de agosto, mas a tragédia de Pedrógão Grande fez com que a realidade se antecipasse, assinalou ainda, o que fez com que as conversas derrapassem para o seu calendário habitual.

“Nós, a partir do momento em que possamos — e o Governo não parou –, vamos trabalhar e retomar as negociações do Orçamento. Espero que consigamos recomeçar o trabalho este mês, para adiantarmos o que pudermos”, afirmou.

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