Incêndios: Fundo criado com donativos tem como prioridade a reconstrução habitacional

Para os autarcas, o encontro com o ministro vai permitir que "na próxima semana sejam dados passos largos" para que os trabalhos de reconstrução cheguem efetivamente ao terreno.

No imediato, a prioridade vai ser recuperar as habitações que foram destruídas pelos fogos que devastaram a região centro do país, com especial incidência em Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, reiterou o ministro da Segurança Social, depois de um encontro com os respetivos autarcas. E para isso existe um fundo alimentado pela solidariedade nacional e internacional.

“Teremos uma função de coordenação do fundo que está a ser criado para uma intervenção imediata e de curto prazo na região, nos três concelhos, muito orientado, não exclusivamente, para a reconstrução das habitações que foram afetadas em diferentes graus”, disse Vieira da Silva, no final do encontro, em declarações transmitidas pela RTP3.

"Teremos uma função de coordenação do fundo que está a ser criado para uma intervenção imediata e de curto prazo na região, nos três concelhos, muito orientado, não exclusivamente, para a reconstrução das habitações que foram afetadas em diferentes graus.”

Vieira da Silva

Ministro do Trabalho e da Segurança Social

Vieira da Silva explicou que o ministério está a trabalhar em “duas dimensões”, uma primeira ao nível da coordenação para as intervenções de curto prazo e uma segunda na identificação das futuras necessidades.

Para os autarcas este encontro foi muito importante do ponto de vista da coordenação, “dando uma perspetiva de trabalho”, diz o presidente de Figueiró dos Vinhos, Manuel Abreu, mas também porque vai permitir que “na próxima semana sejam dados passos largos” para que os trabalhos de reconstrução cheguem efetivamente ao terreno, explicou Fernando Lopes, o presidente da Câmara de Castanheira de Pera.

Vieira da Silva garantiu que “o primeiro apoio e mais relevante foi levado a cabo pelas autarquias, que têm um conhecimento da matérias que mais ninguém tem” e avançou que já houve um reforço dos técnicos de Segurança Social no terreno. São estes técnicos que, em conjunto com as autarquias ajudam a identificar as prioridades no socorro às famílias.

O fundo que vai ser criado tem como objetivo principal e imediato responder à reconstrução das habitações totalmente ou parcialmente destruídas pelos incêndios que terão afetado aproximadamente 500 habitações, 169 de primeira habitação, 205 de segunda e 117 já devolutas. O ministro da Segurança Social garantiu que o Executivo está “em condições de dar resposta a todas as situações que foram identificadas”, embora ainda tenha uma estimativa de quanto vai custar a recuperação de todas as habitações.

Vieira da Silva frisou que os donativos que integram o fundo vão ser geridos por uma comissão, constituída pelas autarquias, um representante do Governo e um representante da sociedade civil. E que “o objetivo é responder a todas as situações identificadas”.

Quanto às empresas, Vieira da Silva prometeu para “os próximos dias” as medidas de apoio às empresas e aos trabalhadores afetados pelos fogos. “A nossa preocupação são as empresas e os trabalhadores. Vamos dar apoios às empresas e garantir algum rendimento aos trabalhadores”, disse o ministro.

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