Portugal desiste de querer ficar com subsidiária da easyJet

  • ECO
  • 13 Julho 2017

A desistência acontece no seguimento de exigências da companhia low cost que pretendia ter como único supervisor o regulador do Reino Unido.

Portugal já não está na corrida para ficar com a subsidiária da easyJet. As autoridades portuguesas desistiram desta operação no seguimento de exigências impostas pela companhia aérea low cost que pretendia continuar a ter como último supervisor o regulador do Reino Unido, escreve o Dinheiro Vivo [acesso gratuito].

O diário explica que durante o processo de negociações para obter um certificado de operação aéreo em Portugal foi pedido à Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) que autorizasse ceder a sua posição de supervisor ao regulador britânico. Ou seja, a entidade que regula a aviação em Portugal, abriria uma exceção que permitisse que a easyJet-Portugal pudesse responder perante o regulador do país de origem do grupo. Portugal decidiu assim retirar-se da corrida por entender que a autoridade do seu regulador jamais poderia ser cedida.

Esta notícia surge depois de, na quarta-feira, o Jornal de Negócios ter avançado que a Áustria tinha sido o destino escolhido para albergar a subsidiária da easyJet, país que estava na lista dos mais bem colocados. Segundo o Dinheiro Vivo, a decisão sobre o certificado de operação na União Europeia (UE) deve ser anunciada ainda durante esta semana, citando fontes do setor.

Ao Dinheiro Vivo, o Ministério do Planeamento e Infraestruturas não quis comentar o caso, mas salientou que vai continuar a trabalhar com a companhia aérea para reforçar a operação em Portugal.

Com a saída do Reino Unido da UE, não há certezas de que as regras continuem as mesmas para a easyJet e a companhia não quer arriscar, razão ela qual pretende um certificado de operação dentro do território. A criação de uma subsidiária num país da UE permite à companhia garantir que mantém as mesmas condições que disponha até agora.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal desiste de querer ficar com subsidiária da easyJet

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião