Impresa dispara 15% à boleia da OPA da Altice à Media Capital

A compra da estação de Queluz de Baixo aumenta a especulação sobre novas mexidas nos media nacionais. As ações da dona da SIC são as que mais beneficiam. Sobem quase 15%.

A compra da Media Capital, dona da TVI, pela Altice está a ter um forte impacto positivo sobre a Impresa. As ações da dona da SIC aceleram quase 15% em bolsa, naquele que é o melhor registo na praça lisboeta, mas também do setor europeu.

As ações da empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão seguem a valorizar 14,1%, para os 42,9 cêntimos, com o volume de títulos negociados apenas nas primeiras horas a superar largamente a média diária verificada ao longo das últimas sessões, quando já se dava como perto de ser concluída a compra da Media Capital pela Altice.

Nas primeiras três horas da sessão desta sexta-feira foram negociados mais de 2,2 milhões de títulos da Impresa. Este valor compara com os 558 mil títulos transacionados diariamente, em média, ao longo do últimos seis meses.

Mas desde que a 26 de junho foi confirmado oficialmente o interesse da Altice na compra da dona da Media Capital, que já era notória uma maior agitação em torno da negociação dos títulos da Impresa, com o volume das transações a aproximar-se da fasquia dos dois milhões diários.

Impresa brilha em Lisboa… e na Europa

O foco das atenções dos investidores na Impresa resulta da expectativa de que, no seguimento da compra da TVI pela Meo, que anunciou o lançamento de uma oferta de compra sobre a Media Capital, possa surgir uma investida semelhante por parte da Nos, relativamente à empresa dona da SIC.

Esta expectativa está a puxar pela Impresa, levando-a a brilhar em Lisboa mas também na Europa. A valorização das ações da empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão compara com uma subida de 2,41% registada pelas ações da Trinity Mirror, ou de 1,74%, protagonizada pelos títulos da Television Française (TF1).

Os ganhos registados em bolsa pela Impresa na sessão desta sexta-feira, permitem estender para mais de 125% a subida acumulada desde o início do ano, com a respetiva capitalização bolsista a elevar-se para mais de 71 milhões de euros. A Cofina, por seu lado, soma 1,48% para 41,1 cêntimos, elevando para 58% o ganho em 2017. Já esteve a valorizar mais de 5%.

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