Revista de imprensa internacional

Bruxelas está pronta para retaliar possíveis novas sanções dos Estados Unidos contra a Rússia. Já os britânicos negoceiam com os norte-americanos um acordo para o comércio transatlântico.

As autoridades europeias preparam-se para responder a eventuais novas sanções dos Estados Unidos sobre a Rússia, enquanto o Reino Unido vai negociar com os norte-americanos um acordo de comércio transatlântico no pós-Brexit. Ainda numa resposta ao Brexit, a Ryanair ameaça retirar os aviões que tem baseados em aeroportos britânicos. Em Espanha, as empresas catalãs lidam com as exigências dos investidores, que se protegem da ameaça da independência.

Financial Times

Europa pronta para retaliar sanções contra a Rússia

A Casa Branca fez saber, este domingo, que Donald Trump está recetivo a um projeto de lei apresentado pelo Congresso, que prolonga as sanções aplicadas pelos Estados Unidos à Rússia e limita a capacidade do presidente norte-americano de levantar estas sanções. Por cá, as autoridades europeias já se preparam para a aprovação deste diploma. Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, pediu que se fizesse uma revisão urgente das respostas que Bruxelas pode dar, caso as empresas europeias sejam afetadas por estas sanções, e declarou que as autoridades europeias “devem estar prontas para atuar dentro de dias”, se o diploma norte-americano for aprovado “sem levar em consideração as preocupações da União Europeia”.

Leia a notícia completa no Financial Times (conteúdo em inglês / acesso pago).

The Independent

Ryanair avisa: ou há acordo, ou tira os aviões do Reino Unido

Depois da easyJet, que decidiu criar uma subsidiária na Áustria para fugir ao impacto do Brexit, é a Ryanair que vem deixar o aviso: se não houver um acordo entre o Reino Unido e a União Europeia para o setor da aviação, até ao próximo ano, a maior companhia aérea lowcost da Europa poderá retirar os quase 90 aviões que tem baseados em aeroportos britânicos. “Se não tivermos a certeza sobre a base legal para a operação de voos entre o Reino Unido e a União Europeia até ao outono de 2018, podermos ser forçados a cancelar voos e a mover alguns, ou todos, os nossos aviões baseados no Reino Unido para a Europa Continental, a partir de abril de 2019”, adiantou a companhia aérea.

Leia a notícia completa no The Independent (conteúdo em inglês / acesso gratuito).

Cinco Días

Investidores estrangeiros protegem-se da independência da Catalunha

As operações de fusão e aquisição estão a disparar no mercado catalão, mas os investidores estão cada vez mais receosos com a ameaça da independência e querem planos de contingência para se protegerem. Antes de assinarem contratos, os investidores exigem cláusulas que prevejam a mudança de sede, por exemplo, caso a Catalunha venha a conseguir a independência. Fontes do setor indicam ao Cinco Días que esta é uma tendência que começou a verificar-se no início do ano e que não tem ainda grande relevância. Mas as mesmas fontes revelam que já há investidores que pedem a reversão da operação caso a independência venha a ser conseguida.

Leia a notícia completa no Cinco Días (conteúdo em castelhano / acesso gratuito).

Bloomberg

Reino Unido prepara acordo de comércio transatlântico

Liam Fox, secretário de Estado do Comércio britânico, encontra-se com os homólogos norte-americanos, esta segunda-feira, para preparar um acordo de comércio transatlântico, a entrar em vigor após a saída do Reino Unido da União Europeia. O governante britânico vai reunir-se com Robert Lighthizer e Wilbur Ross, responsáveis pelas pastas do comércio no governo norte-americano, e irá ainda encontrar-se com membros do Congresso. Depois disso, segue para o Texas e para o México, à procura de parceiros comerciais para o pós-Brexit. “A nossa saída da União Europeia oferece uma oportunidade sem precedentes para reformular as nossas ambições de comércio independente e fortalecer a relação, já forte, com o nosso maior parceiro comercial — os Estados Unidos”, comentou Liam Fox, admitindo que as discussões serão “difíceis”.

Leia a notícia completa na Bloomberg (conteúdo em inglês / acesso gratuito).

The Wall Street Journal

Noruega prepara-se para apresentar navios de carga autónomos

Duas empresas norueguesas preparam-se para construir o primeiro navio de carga autónomo. O navio elétrico, de seu nome Yara Birkeland, ou o “Tesla dos mares”, deverá ficar pronto no final de 2018, para carregar fertilizante de uma unidade de produção para um porto em Larvik (Noruega). Será um percurso de perto de 60 quilómetros, operado sem qualquer tripulação e recorrendo a GPS, radar, câmaras e sensores. Vai custar 25 milhões de dólares, cerca de três vezes mais do que um navio de carga com o mesmo tamanho; mas, sem a necessidade de combustível, os operadores poderão poupar até 90% em custos por ano.

Leia a notícia completa no The Wall Street Journal (conteúdo em inglês / acesso gratuito).

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