Arábia Saudita promete baixar exportações de crude. Petróleo sobe 2%

As cotações do petróleo seguem em forte alta, depois de o maior produtor da OPEP se ter comprometido a aprofundar os cortes das exportações da matéria-prima.

O petróleo está em alta pela segunda sessão consecutiva. O preço do barril da matéria-prima acelera em torno de 2% nos mercados dos dois lados do Atlântico, uma subida que se sucede ao compromisso da Arábia Saudita em baixar ainda mais as exportações da matéria-prima. Abrandamento da produção nos EUA também ajuda a puxar pelas cotações.

O preço do barril de brent soma 1,79%, para os 49,47 dólares, no mercado londrino, enquanto a cotação do barril de crude valoriza 1,83%, para os 47,19 dólares, no mercado de Nova Iorque. Trata-se do ritmo de subida de preços mais elevado em quase uma semana, ganho que acontece depois de o ministro da Energia e da Indústria da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih, ter indicado que o país irá limitar a 6,6 milhões barris diários, o volume de crude a exportar a partir de 1 de agosto. Ou seja, um milhão de barris aquém do volume que se verificava há um ano.

A contribuir para a aceleração das cotações do “ouro negro” estão os indícios que apontam para que o investimento nos campos de produção de petróleo de xisto pode finalmente estar a sucumbir à recuperação dos preços da matéria-prima.

"A decisão saudita de ontem [segunda-feira] de cortar as exportações ainda se prolonga no mercado.”

Bjarne Schieldrop, SEB Market

“A decisão saudita de ontem [segunda-feira] de cortar as exportações ainda se prolonga no mercado”, afirmou Bjarne Schieldrop, responsável pela análise de matérias-primas do SEB Markets, citado pela Bloomberg, acrescentando que as perspetivas de o boom da produção de petróleo de xisto nos EUA estar a aliviar também ajuda a puxar pelas cotações.

Al-Falih também afirmou na passada segunda-feira de que a Arábia Saudita não irá atuar sozinha no sentido de reequilibrar o mercado petrolífero, incitando outros países a melhorar a eficácia dos cortes de produção.

Certo é que, apesar da subida das cotações registada nesta terça-feira, o petróleo mantém-se em bear market, perante os receios de que os cortes concertados por parte dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e dos seus aliados sejam insuficientes para conseguir colocar um travão ao excesso de produção global. No mesmo encontro que reuniu os países da OPEP nesta segunda-feira em São Petersburgo, na Rússia, para discutir os progressos em relação à produção, foi também acordado continuar a deixar a Nigéria e a Líbia aumentarem a sua produção, uma realidade que continua a condicionar o regresso ao equilíbrio do mercado petrolífero.

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