Reposição de salários custa 13 milhões por ano ao BCP

O banco decidiu repor antecipadamente os salários, depois de ter devolvido a totalidade do empréstimo concedido pelo Estado em 2012.

A reposição dos salários dos trabalhadores do BCP, que entrou em vigor este mês, terá um custo anual de 13 milhões de euros para o banco. O número é adiantado por Nuno Amado, presidente executivo do banco, que vê nesta reposição “um sinal de normalização”.

“Desde 2014, tivemos cortes salariais médios de 6%, que foram dos zero aos 11% para os salários mais elevados. A reposição destes salários significa, para nós, a normalização do banco“, disse Nuno Amado, durante a apresentação de resultados semestrais, agradecendo ainda aos trabalhadores por um “caminho que não foi fácil”.

A partir deste mês, o banco já vai pagar a totalidade dos salários, antecipando o prazo inicial de cortes em seis meses. A reposição antecipada foi acordada com os sindicatos, depois de o BCP ter devolvido, em fevereiro deste ano, a totalidade do empréstimo estatal concedido em 2012, no valor de três mil milhões de euros.

Os cortes salariais, disse o banco numa carta enviada aos trabalhadores, permitiram salvar 400 postos de trabalho “e ainda assegurar melhores condições de desvinculação aos colaboradores que saíram do banco no âmbito deste processo”.

 

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