Trabalhadores da PT foram à AR “procurar apoio claro e inequívoco” do PS

  • ECO
  • 31 Julho 2017

Esta é uma "luta extremamente difícil e complicada", assinalou no final do encontro o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Portugal Telecom (STPT), Jorge Félix.

Os representantes dos trabalhadores da PT Portugal estiveram reunidos esta segunda-feira no Parlamento com uma delegação do PS, procurando junto dos deputados socialistas “apoio claro e inequívoco” para o seu protesto contra a transferência de trabalhadores.

Esta é uma “luta extremamente difícil e complicada”, assinalou no final do encontro o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Portugal Telecom (STPT), Jorge Félix, para quem a PT é uma empresa vital para a economia e inclusive a segurança do país, uma vez que “há uma série de situações relacionadas com o interesse do Estado que passa pelas estruturas da PT”.

“Viemos procurar o apoio claro e inequívoco do PS”, disse Jorge Félix à saída da audiência com este partido.

Pelo PS, a deputada Idália Serrão afirmou aos jornalistas estar certa de que “com base numa maior informação” da situação dos trabalhadores “o Governo terá também uma maior capacidade de decisão”.

“Estou certa que o Governo está empenhado em olhar para esta situação de uma forma muito responsável”, vincou a socialista.

Os trabalhadores da PT Portugal anunciaram no final da semana passada quererem ser recebidos pelo primeiro-ministro e pela nova presidente executiva da operadora, Cláudia Goya, até ao dia de hoje, admitindo novas ações de protesto caso tal não aconteça.

Os sindicatos afetos à PT Portugal e a Comissão de Trabalhadores convocaram no dia 21 uma greve nacional de 24 horas, apontando uma adesão nacional de 70%, enquanto a operadora, detida pelo grupo Altice há dois anos, garantiu que foi de 19%.

Esta foi a primeira greve dos trabalhadores da PT em mais de 10 anos.

O grupo francês, que comprou a PT Portugal por cerca de sete mil milhões de euros, anunciou em 14 de julho que chegou a acordo com a Prisa para a compra, por 440 milhões de euros, da Media Capital SGPS, SA, que detém a TVI, mas o negócio aguarda ainda pareceres da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que é vinculativo, e da Autoridade da Concorrência (AdC).

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