Mário Ferreira: “O nosso foco é estar na Antártida”

  • ECO
  • 5 Agosto 2017

O dono da Douro Azul, em entrevista ao Dinheiro Vivo, explica a aposta na região da Antártida. Descarta investimentos em Lisboa por considerar que já tem os preços "completamente inflacionados”.

Na semana em que foi conhecida a notícia de que o navio-cruzeiro encomendado por Mário Ferreira à Martifer — o ‘MS World Explorer’ que servirá para os cruzeiros de expedição na Antártida — já está em construção nos Estaleiros de Viana do Castelo e vai contar com a parceria da Rolls-Royce para os motores, o empresário do Norte falou sobre a aposta nessa região.

Mário Ferreira sobre a Antártida: “Já estamos a trabalhar nos cruzeiros de expedições há muitos anos. Começámos pela Amazónia e nessa altura a ideia era fazer metade do ano na Amazónia e outra metade na Antártida. Neste momento, o nosso foco é estar na Antártida e depois vir para o Mediterrâneo, o Báltico e o Ártico, porque é aquilo que o mercado mais procura e nós ajustámos. Este é o que vai começar.

“A primeira viagem será em novembro do próximo ano e será uma viagem emblemática, porque será Lisboa-Rio de Janeiro. Passa por Funchal, Canárias, Cabo Verde, a ilha de Fernando de Noronha, Recife, a costa brasileira e Rio de Janeiro. Não temos grandes travessias de mar, mas vamos parando ao longo do percurso”.

Sobre a possibilidade de investir em Lisboa, responde ao Dinheiro Vivo com um rotundo “não”. E acrescenta: “Investir em Lisboa, neste momento, nem pensar. Os preços estão completamente inflacionados”.

E Porto, quando comparado com as ofertas disponíveis em Lisboa e no Algarve? “Quando falamos de Porto e Norte de Portugal, estamos a falar de território mais extenso, com mais diferenças em termos geográficos, morfológicos, de atração e de paisagem. O Minho tem características muito próprias, o Douro vinhateiro tem um perfil especial, Trás-os-Montes tem outras valências e o Porto cidade também. Há essa facilidade e essa bênção de poder mostrar um produto base mais diversificado, podendo atrair públicos mais diversos e em diferentes alturas do ano”.

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