Ameaças nucleares fazem estrondo nas bolsas. Lisboa cai 1%

Os mercados acionistas estão sob tensão com a subida de tom das ameaças nucleares entre os EUA e a Coreia do Norte. As bolsas registam fortes quedas na Europa. Lisboa já cai mais de 1%.

Donald Trump prometeu “fogo e fúria” à Coreia do Norte. Pyongyang responde, mantendo elevada a tensão entre os dois países. E também nos mercados. As ameaças nucleares estão a fazer estrondo nas bolsas europeias que registam quedas acentuadas. Lisboa segue a tendência com uma queda de mais de 1%.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou a Coreia do Norte de que “é melhor não fazer mais ameaças aos Estados Unidos” ou “elas terão como resposta fogo e fúria como o mundo nunca viu”. Em resposta, as autoridades norte-coreanas garantem que estão a estudar “cuidadosamente” a possibilidade atacar com mísseis o território norte-americano de Guam, no Oceano Pacífico.

Há um escalar nas ameaças que não está a ser visto com bons olhos pelos investidores. A apreensão com as ameaças nucleares, num período marcado por fraca liquidez tendo em conta que muitos investidores estão de férias, está a ditar perdas nas bolsas. Os índices arrancaram em queda, mas a tendência negativa está a acentuar-se.

O Stoxx 600, o índice de referência para a Europa, segue a perder 0,68% para 380,05 pontos, com todos os setores no vermelho, mas vários índices registam quedas de mais de 1%. Tanto o CAC 40, de França, como o DAX, da Alemanha, estão a cair mais de 1%, assim como a bolsa nacional. O PSI-20 cai 1,02% para 5.223,12 pontos.

BCP cai quase 2%

Banca e seguros são os setores mais penalizados na Europa. Em Lisboa, o BCP destaca-se nas quedas ao ceder 1,89% para 23,35 cêntimos por ação, sendo o setor energético, pela representatividade que tem no índice, que mais condiciona o comportamento do índice nacional. A EDP e a EDP Renováveis caem 0,79% e 0,49%, respetivamente.

A Galp Energia está também a perder valor num dia em que apenas três cotadas não caem — duas estão inalteradas e a Novabase não transacionou qualquer título. A petrolífera está em queda num dia em que os preços do petróleo estão estáveis depois de a OPEP ter emitido um comunicado em que revela que o Iraque, os Emirados Árabes Unidos e o Cazaquistão se comprometem a cumprir com os cortes de produção para puxar pelas cotações.

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