Novo Banco paga juro de até 6,5% nos depósitos para obrigacionistas

  • ECO
  • 9 Agosto 2017

Os clientes que aceitem vender as obrigações do Novo Banco que detêm podem transformar o dinheiro da venda num depósito a prazo. O juro dos depósitos varia consoante a maturidade das aplicações.

O Novo Banco está disposto a pagar uma taxa de juro de até 6,5% aos clientes de retalho que aceitem vender as obrigações que detêm e que queiram transformar o dinheiro desta venda num depósito a prazo. Segundo o Jornal de Negócios, que avança a notícia, esta foi a forma que o banco encontrou para compensar as perdas que os clientes vão sofrer, já que a operação de troca de dívida implica perdas que vão dos 10% aos 90% para os obrigacionistas.

Estes depósitos a prazo estavam previstos no memorando da operação de troca de dívida. “Para os clientes do banco que optem pela venda ou que sejam reembolsados serão disponibilizados depósitos a prazo com condições específicas”, pode ler-se no documento, que não especifica qual o juro que será pago nestes depósitos.

O Negócios detalha agora que a taxa de juro varia consoante a maturidade das aplicações. No caso dos clientes que detêm obrigações com maturidade em 2019, o Novo Banco propõe comprar estas obrigações por 82% do valor nominal. Ou seja, há um desconto de 18%. Neste caso, estas perdas poderão ser compensadas com um depósito a três anos que paga uma taxa de juro anual de 6,5%.

Já pelas obrigações com maturidade em 2021, o Novo Banco propõe um desconto de 11% face ao valor nominal. Assim, estes obrigacionistas poderão fazer um depósito a quatro anos, com uma taxa de juro próxima de 3%.

Os depósitos menos atrativos serão oferecidos aos obrigacionistas que detêm títulos com maturidades mais longas — há títulos que só vencem em 2043. Estes obrigacionistas poderão fazer depósitos que pagam taxas de juro a rondar 1%.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Novo Banco paga juro de até 6,5% nos depósitos para obrigacionistas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião