Quatro em cada 10 euros de crédito ao consumo foram para comprar carro

O novo crédito concedido aos consumidores aumentou mais de 11% no primeiro semestre do ano. Os empréstimos para a compra de carro dispararam nesse período.

O crédito para a compra de carros está a disparar. Nos primeiros seis meses do ano, os bancos emprestaram mais de três mil milhões de euros aos consumidores, um aumento de 11% face ao mesmo período do ano passado. Deste montante, mais de 40% foi para o crédito automóvel — é o mesmo que dizer que quatro em cada dez euros de crédito concedido foram para a compra de carro.

Ao todo, segundo os dados divulgados, esta quarta-feira, pelo Banco de Portugal, os bancos emprestaram, entre janeiro e junho, 3,17 mil milhões de euros para crédito ao consumo, mais 11,45% do que tinham emprestado no primeiro semestre do ano passado. A concessão de novo crédito mantém, assim, a tendência de crescimento que se verifica desde 2014.

A contribuir para este aumento esteve apenas o crédito automóvel, já que a concessão de crédito pessoal (para segmentos como a educação, saúde e outros créditos pessoais) recuou no primeiro semestre. Os empréstimos para a compra de carro dispararam mais de 21%, totalizando perto de 1,3 mil milhões de euros no final de junho, o equivalente a 40,8% do total de novos empréstimos concedidos aos consumidores no primeiro semestre.

Em sentido contrário, o novo crédito pessoal afundou mais de 78% face ao primeiro semestre do ano passado, para 268 milhões de euros. Já no crédito concedido em cartões, linhas de crédito, contas correntes e facilidades de descoberto, o montante emprestado recuou 2,8%, totalizando 515 milhões de euros no final do primeiro semestre.

O número de contratos assinados aumentou em 4,5% nos primeiros seis meses do ano, ultrapassando os 728 mil. Mais uma vez, foi o segmento automóvel que contribuiu para esta subida, com o número de novos contratos de crédito automóvel a aumentar em 14%, para um total de 93.446 contratos assinados no primeiro semestre. Já no crédito pessoal, ainda que o montante concedido tenha caído, o número de novos contratos assinados aumentou, em 6%, para 208 mil.

Notícia atualizada às 12h30 com mais informação.

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