Ministério Público abre inquérito sobre viagens pagas pela Huawei

  • ECO
  • 16 Agosto 2017

Em causa estão as viagens à China que a Huawei pagou a vários políticos. O inquérito está em fase de "investigação".

O Ministério Público abriu um inquérito às viagens à China que a Huawei pagou a políticos, avança o Observador, esta quarta-feira. O inquérito é aberto depois de, no início deste mês, o Ministério Público ter começado a recolher elementos sobre este assunto.

“Os elementos recolhidos foram enviados ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa para inquérito”, disse a Procuradoria-Geral da República ao Observador. O inquérito está em fase de “investigação”.

Em causa estão as viagens à China que a Huawei pagou a vários políticos. Um deles foi Nuno Barreto, adjunto do secretário de Estado das Comunidades, que viajou à China em janeiro deste ano, com estadia paga pela Huawei e que já foi afastado pelo Governo. Isto porque as despesas pagas pela Huawei foram superiores a 150 euros, o máximo permitido pelo Código de Conduta aprovado recentemente.

Além de Nuno Barreto, também Paulo Vistas, presidente da Câmara de Oeiras, Sérgio Azevedo, vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Ângelo Pereira, vereador do PSD na Câmara de Oeiras, e Luís Newton, presidente da Junta de Freguesia da Estrela, estão envolvidos no caso do Huaweigate.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ministério Público abre inquérito sobre viagens pagas pela Huawei

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião