Fitch sobe rating da Grécia. Deixa a porta aberta a nova subida

A Fitch acredita que os compromissos assumidos pelo governo grego vão permitir melhorar a perspetiva quanto à sustentabilidade da dívida. O outlook continua positivo.

A Fitch subiu o rating da Grécia em dois níveis. Elevou a notação do país liderado por Alexis Tsipras de “CCC” para “B-“, por acreditar que as medidas levadas a cabo pelo executivo vão permitir melhorar a perspetiva quanto à sustentabilidade da dívida. E deixou a porta aberta a uma nova revisão em alta.

A agência de notação financeira defende a subida do rating em dois níveis por acreditar que “a sustentabilidade da dívida vai melhorar gradualmente, suportada pelo cumprimento das regras acordadas com o programa do Mecanismo de Estabilidade Europeu”, bem como a “redução do risco político, o crescimento sustentado do PIB e mais medidas orçamentais que devem entrar em vigor até ao final de 2020“.

“A conclusão bem-sucedida da segunda revisão do programa de assistência financeira da Grécia diminui os riscos de a recuperação económica ser penalizada por uma diminuição da confiança”, diz a agência num comunicado citado pela Bloomberg em que além de rever o rating manteve o outlook positivo.

Ao manter a perspetiva da notação positiva, a Fitch deixa a porta aberta a, em breve, voltar a aumentar o rating do país. Na base dessa perspetiva está a “expectativa de que a terceira revisão do programa de ajustamento será concluída sem que haja instabilidade e o Eurogrupo venha a conceder um alívio significativo no custo da ajuda ao país já em 2018”.

Esta avaliação positiva da Fitch surge numa altura em que a Grécia está de volta aos mercados. O país concluiu com sucesso a primeira emissão de dívida em três anos no final de julho, conseguindo colocar três mil milhões de euros em obrigações do Tesouro a cinco anos, tendo pago uma taxa de juro de 4,625%.

(Notícia atualizada às 21h34 com mais informação)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fitch sobe rating da Grécia. Deixa a porta aberta a nova subida

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião