Lítio, o ouro do futuro

  • Filipe S. Fernandes
  • 18 Agosto 2017

Portugal é rico no seu subsolo em lítio, que está especialmente concentrado nos distritos de Guarda, Viseu, Vila Real e Viana do Castelo.

É uma matéria-prima muito importante e utilizada nas baterias recarregáveis para os veículos automóveis, telemóveis, computadores portáteis, câmaras digitais, entre outros produtos.

Portugal é o sexto maior produtor mundial de lítio e tem a maior mina da Europa, explorada pela empresa do Grupo Mota, a Felmica, na região da Guarda, que se estima dispor de reservas para 30 anos de produção. Esta empresa explora ainda mais cinco jazidas.

Os minerais de lítio extraídos em Portugal destinam-se sobretudo à indústria cerâmica, porque transformação do minério extraído em carbonato de lítio que tem propriedades de geração ou armazenagem de energia exige grandes investimentos. O lítio encontra-se agregado a outros metais, havendo ainda dúvidas sobre a viabilidade financeira da sua separação. A totalidade da produção desta empresa destina se à indústria cerâmica, sendo o lítio a base da produção de mosaicos, azulejos e louças sanitárias e de cozinha.

Ao nível do processo produtivo, a Felmica introduziu a separação ótica dos minérios, inovação que permite aproveitar integralmente o minério e obter uma concentração de lítio cerca de três vezes superior à habitual. Em 2008, iniciou se a produção de concentrados de lítio, potencialmente utilizáveis nas baterias dos automóveis elétricos. Estes concentrados são a base da metalurgia do lítio.

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