Governo cria grupo de trabalho para avaliar possibilidade de produção de lítio

  • Lusa e ECO
  • 1 Dezembro 2016

O Governo criou um grupo de trabalho para identificar os depósitos de lítio em Portugal e também "avaliar a possibilidade de produção" deste metal.

O Governo criou um grupo de trabalho cujo objetivo é “identificar e caracterizar as ocorrências do depósito mineral de lítio em Portugal” e as atividades económicas associadas, bem como “avaliar a possibilidade de produção de lítio metal”, informou a Secretaria de Estado da Energia, em comunicado, esta quinta-feira, após a aprovação do despacho pelo secretário de Estado da tutela, Jorge Seguro Sanches. As conclusões dos trabalhos serão apresentadas até ao final de março de 2017.

 

O lítio é um dos trunfos que Portugal pode usar para atrair o investimento da Tesla para o país, o que tem sido falado nas últimas semanas. Portugal é um importante exportador de lítio, detendo algumas das mais relevantes explorações mineiras desse material que é parte essencial da produção das baterias para os carros elétricos. A criação deste grupo de trabalho pode ser vista como uma investida para convencer o presidente da empresa norte-americana, Elon Musk.

Este organismo – cujas conclusões “deverão ser apresentadas, até 31 de março de 2017” – vai ser coordenado pela subdiretora geral da Direção-Geral de Energia e Geologia, Cristina Vieira Lourenço, e vai contar com representantes do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, da EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, da Associação Nacional da Indústria Extrativa e Transformadora e da Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores e Granitos.

Citado na nota, o secretário de Estado da Energia referiu que “o potencial dos recursos geológicos nacionais como fator de desenvolvimento económico e com uma importância estratégica crescente determina a adoção de medidas de valorização e promoção dos bens naturais existentes em Portugal”.

A tutela adianta também que os minerais de lítio extraídos em Portugal “destinam-se em exclusivo à indústria cerâmica, limitando-se a sua utilização como mero fundentes, conduzindo a poupanças significativas na fatura energética das empresas”.

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