Carlos Costa apanhado de surpresa com investigação a funcionário

  • ECO
  • 21 Agosto 2017

Rui Carvalho foi afastado por alegada violação de deveres de comunicação ao conselho de administração do Banco de Portugal. Costa terá sido apanhado de surpresa em julho de 2017.

O conselho de administração do Banco de Portugal garante que só teve conhecimento do caso que está a ser investigado pelo Ministério Público três anos depois. Em causa está a compra e venda das ações do BES por parte de um funcionário do Departamento de Mercados e Gestão de Reservas (DMR) que esteve envolvido na resolução do banco. Em reação, Carlos Costa demitiu Rui Carvalho, diretor desse departamento. Em declarações ao Jornal de Negócios esta segunda-feira, o Banco de Portugal põe as culpas no consultor de Ética e no DMR.

Fonte oficial do Banco de Portugal respondeu que não apurou que tivesse existido uma notificação a “qualquer membro do conselho de administração, incluindo ao Dr. José Ramalho [então vice-governador], em termos, circunstanciados e de completude, que permitissem uma adequada perceção da gravidade da situação em causa“. Só em julho deste ano, já com a Procuradoria-Geral da República no terreno, é que o Banco de Portugal soube da situação, “o que levou ao conjunto de ações e decisões do conselho de administração”.

Segundo o Jornal de Negócios [acesso pago], depois de ser demitido, Rui Carvalho passou a ser consultor do Banco de Portugal. Já o funcionário sob investigação foi transferido para outro departamento. Foi ainda aberto um processo de investigação interno dada a falta de notificação da situação à administração. O Banco de Portugal assinalou ainda que em setembro de 2014, um mês depois da resolução do BES, pediu aos departamentos envolvidos o nome dos colaboradores que tiveram acesso a informação privilegiada — para avaliar potenciais abusos de mercado –, mas o DMR recusou-se a entregar essa lista.

Além do DMR, o consultor de Ética, Orlando Caliço, também não reportou o caso à administração, apesar de ter tido conhecimento do mesmo três meses depois da resolução. Na mensagem para Caliço, o funcionário terá explicado que comprou as ações, mas vendeu-as na manhã de 1 de agosto quando soube que iria trabalhar diretamente sobre o BES. “Quando me escreveu já não havia uma situação de conflito de interesse para avaliar“, apontou o ex-consultor de Ética ao Jornal de Negócios, que não respondeu à mensagem.

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