Ameaças de Trump fazem estragos em Wall Street

O ultimato do Presidente ao Congresso norte-americano penalizou o desempenho das bolsas em Wall Street. Euro ganha força e bate máximos face à libra.

As bolsas norte-americanas caíram esta quarta-feira, a poucos dias do discurso da chefe da Reserva Federal, Janet Yellen, em Jackson Hole, e num dia marcado por um ultimato do Presidente Donald Trump ao Congresso norte-americano. Os investidores estão mais cautelosos e isso refletiu-se na Europa e também em Wall Street.

Neste contexto, o S&P 500 recuou 0,35% para 2.444,01 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq caiu 0,30% para 6.278,1 pontos. Mas foi o industrial Dow Jones a registar as maiores perdas, tendo desvalorizado 0,40% para 21.811,55 pontos, mesmo num dia de ganhos no mercado do petróleo. O WTI e o Brent avançavam acima de 1%.

As bolsas estiveram sob pressão logo desde a hora de abertura. Momentos antes, Donald Trump lançava um ultimato aos membros do Congresso, apelando à aprovação do financiamento para a construção de um muro na fronteira com o México. Caso contrário, o Presidente ameaçou com uma paralisação total do Governo. Trump também fez referência ao fim do tratado norte-americano do livre comércio.

Além disso, os investidores aguardam com grande expectativa o discurso que Janet Yellen deverá dar esta sexta-feira na conferência anual Jackson Hole, promovida pela Fed do Kansas, onde também estará presente Mario Draghi, líder do BCE. Ele que esta quarta-feira discursou e ajudou o euro a valorizar. A moeda somava 0,49%, com um euro a comprar cerca de 1,18 dólares. Face à libra, a divisa tocou um máximo de oito anos.

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