OE2018: Costa ‘dá’ escalões de IRS, Passos critica benesses

António Costa garantiu que OE2018 vai continuar a aumentar o rendimento das famílias. Já Passos criticou a preocupação extrema em "dar dinheiro" e pede crescimento sustentado.

Alguns dos temas quentes dos dossiês prioritários dos governantes para o Orçamento do Estado para 2018 passam pela reforma do IRS, descongelamento das carreiras na Administração Pública. Alguns deles têm sido falados nas últimas semanas mas, este fim de semana, muitos fizeram parte dos temas quentes do último fim de semana de agosto.

Este sábado, António Costa assegurou que o OE para 2018 continuará a aumentar o rendimento das famílias e, por isso, serão introduzidos mais escalões no IRS “para que quem ganhe menos, pague menos”. O aumento dos escalões do IRS, que Costa tinha afirmado ser prematuro, passam assim a ser uma certeza.

“Vai continuar a aumentar o rendimento disponível das famílias, porque aumentar o rendimento disponível das famílias é essencial para melhorar a nossa situação económica e é por isso que nós vamos melhorar a progressividade do IRS, vamos aumentar os escalões do IRS, para que quem ganhe menos pague menos, porque é com maior justiça fiscal que nós também melhoramos o rendimento das famílias”, afirmou o primeiro-ministro e também secretário-geral do PS, no discurso da ‘rentrée’ do partido, em Faro.

Sublinhando que é necessário “prosseguir as boas políticas que dão bons resultados”, António Costa garantiu ainda que o Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), “seguramente vai continuar a prosseguir uma trajetória de controlo do défice”, porque só assim se pode reduzir a dívida pública, bem como continuar a estimular o investimento para o país continuar a crescer e a criar emprego.

Em resposta à promessa do primeiro-ministro, o líder social-democrata acusou este domingo António Costa de “só pensar em dar dinheiro” e na popularidade. Em declarações citadas pela agência Lusa, Passos sublinhou ainda a disponibilidade para gerar consensos.

É preciso saber o que se quer, não ter medo de ir contra a corrente, em vez de estar sempre a dizer “amém” ao Bloco de Esquerda e ao Partido Comunista Português, a pensar em dar dinheiro, a distribuir benesses, a pensar na popularidade, era importante fixar objetivos de médio e longo prazo e, apesar de estar na oposição, não me importava nada de estar a contribuir para que se gerasse no país um clima que sustentasse um crescimento maior para futuro”, afirmou Pedro Passos Coelho, em Terras de Bouro, distrito de Braga.

Também este domingo, Catarina Martins falou de consensos e avisou que a discussão do OE para 2018 é sobre escolhas e não restrições, sublinhando que os bloquistas recusam “gerir o que já foi feito” porque querem “fazer o que falta”. “Nós não vamos gerir o que já foi feito, vamos fazer o que falta fazer e o que nos comprometemos a fazer quando fizemos os acordos em novembro de 2015”, afirmou Catarina Martins, hoje à tarde, no discurso de mais de meia hora do encerramento do Fórum Socialismo 2017, a rentrée política do BE.

Marcada para 13 de outubro, a apresentação do Orçamento do Estado para 2018, o terceiro do Governo de António Costa, vai ser feita três dias antes do prazo estabelecido.

Este sábado, foi o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, a mostrar-se otimista com a negociação do próximo Orçamento do Estado. “Não percamos de vista: há avanços que nós queremos incluir neste orçamento, não queremos que esses avanços ponham em causa o programa que está a ser implementado em Portugal e isso é não incumprirmos as restrições orçamentais que nós enfrentamos”, enfatizou o secretário de Estado responsável pelas negociações do OE2018 com os partidos que parlamentarmente apoiam o Governo socialista.

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