Dívida pública portuguesa sobe ligeiramente e está mais perto do limiar dos 250 mil milhões

  • Marta Santos Silva
  • 1 Setembro 2017

A dívida portuguesa na ótica que importa à Europa chegou aos 249,2 mil milhões de euros em julho, um aumento de 100 milhões face ao mês anterior, aproximando-se do valor simbólico dos 250 mil milhões.

A dívida das administrações públicas na ótica de Maastricht, a que serve de referência para as regras europeias, chegou aos 249,2 mil milhões de euros em julho, subindo 100 milhões de euros em relação ao mês anterior, divulgou o Banco de Portugal. A puxar pela dívida esteve o acordo entre o Estado e o Santander Totta relativo aos swaps dos transportes, compensado em parte pelo último reembolso ao Fundo Monetário International (FMI), no valor de 1,8 mil milhões de euros.

Dívida pública sempre em tendência de subida

Dados: Banco de Portugal

O Banco de Portugal explica, assim, que a variação pequena relativamente ao mês anterior resulta de impactos em sentidos opostos de diferentes efeitos. Por um lado, houve um aumento nas emissões de certificados de Tesouro, no valor de 0,6 mil milhões de euros, “e emissões líquidas negativas de títulos no mesmo montante”. Além disso, em julho, os empréstimos junto de bancos residentes também pressionaram a dívida, com destaque para o acordo entre o Estado e o Santander Totta sobre os swaps no valor de 2,3 mil milhões de euros. No sentido contrário, a aliviar a dívida, o Estado reembolsou 1,8 mil milhões de euros que devia ao FMI.

A dívida líquida de depósitos aumentou 908 milhões de euros, chegando assim aos 230,3 mil milhões. A almofada financeira do Estado contém em julho menos 827 milhões do que em junho, uma diminuição que se pode associar ao reembolso feito ao FMI.

O valor da dívida continua assim, com a ligeira subida deste mês, a chegar mais perto do número redondo dos 250 mil milhões. A importância deste valor em percentagem do PIB, porém, pode não ser tão grande: o INE reviu ontem, quinta-feira, em alta o crescimento do PIB no segundo trimestre para 2,9%, o que o primeiro-ministro António Costa atribuiu ao maior investimento.

O Plano de Estabilidade e Crescimento tem como meta que a dívida fique nos 127,9% do PIB no final de 2017, abaixo dos 130,4% registados no ano passado.

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