Microsoft apoia startups europeias com negócios na nuvem

  • Bloomberg
  • 5 Setembro 2017

Empresa quer apostar em startups de software da Europa para conquistar futuros negócios na plataforma na nuvem.

A empresa dos EUA divulgou esta segunda-feira um novo programa de quatro meses com sede em Berlim e foco no apoio a empresas que captaram financiamento em fase inicial e estão a criar software para algumas das áreas de mais rápido crescimento da computação, como fábricas e veículos conectados, IA, bancos de dados de blockchain e visão computacional.

Os participantes do novo acelerador da Microsoft receberão 500.000 dólares em créditos de computação em nuvem da Azure, além de acesso a investidores externos, equipas de vendas e especialistas técnicos da Microsoft.

O posto avançado de Berlim do acelerador “Microsoft for Startups” incluirá ajuda para desenvolvimento de produtos, capacitação em gerenciamento e acesso às equipas de programadores de vendedores da gigantes do software com sede em Redmond, Washington.

A Microsoft enfrenta uma concorrência crescente para conquistar empresas inovadoras em um momento em que rivais como Google, da Alphabet, Amazon.com, Salesforce.com e Oracle também estão munindo startups promissoras de ferramentas para desenvolvedores, software de banco de dados e plataformas de computação na nuvem.

“As startups representam a carga de trabalho de amanhã”, disse Charlotte Yarkoni, vice-presidente corporativa do grupo de ecossistemas e desenvolvimento em nuvem da Microsoft. “Nem todas as startups conseguem uma passagem de avião para Redmond”, diz ela, mas a empresa quer estar “presente em suas comunidades técnicas”.

A Tellmeplus, cujo software de manutenção preditiva pode ser instalado em robôs de fábrica, carros ou parques eólicos, é uma das 10 startups europeias escolhidas para o novo acelerador da Microsoft em Berlim.

“As coisas estão a mudar”, disse o cofundador da Tellmeplus, Jean-Michel Cambot, que ajudou a fundar o software Business Objects, vendido para a SAP por 6,8 mil milhões de dólares. “A Microsoft tem uma boa reputação, mas não era assim há algum tempo; não era tão fácil ter acesso a eles. Antigamente, tudo era decidido nos EUA.”

O programa de aceleração da Microsoft em Berlim antigamente se concentrava em ajudar uma mistura de aplicativos inexperientes voltados para empresas e consumidores, como portais de viagens e vendedores de aulas de piano pela internet.

O programa não faz parte da Microsoft Ventures, que adquiriu participações de capital em startups. Sob o comando do CEO Satya Nadella, a Microsoft posicionou-se de modo mais amigável para programadores de software externos, disponibilizando o banco de dados e as ferramentas de desenvolvimento no sistema operacional Linux, de código aberto, e expandindo o alcance para programadores de código aberto.

“O verdadeiro apelo é a tecnologia da Microsoft e os developers em Redmond”, disse Ralf Treitz, CEO da Trufa, uma das participantes no acelerador de Berlim, cujo software extrai dados da SAP para determinar onde as empresas estão a gastar de mais para liberar o fluxo de caixa.

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