Hotéis do Grupo Lena negoceiam revitalização com credores

  • ECO
  • 6 Setembro 2017

A entrada num Processo Especial de Revitalização (PER) foi o primeiro passo para a Lena Hotéis e Turismo começar a sua recuperação. Os credores têm de dar luz verde - principalmente o Novo Banco.

Os hotéis do Grupo Lena querem relançar-se e, para tal, dependem da aprovação dos seus credores, especialmente do Novo Banco, escreve esta quarta-feira o Jornal de Negócios [acesso pago]. A holding do grupo Lena que opera os hotéis Eurosol solicitou o princípio de um Processo Especial de Revitalização (PER) em abril, e esta alternativa à insolvência está a ser negociada até setembro com os credores, enquanto os hotéis se mantêm no seu funcionamento normal.

O grupo presidido por António Barroca pediu um PER para “restruturar o setor e responde rem melhores condições à conjuntura do turismo, disse ao Negócios, mas os credores têm de dar luz verde ao plano que foi apresentado no Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra esta semana.

A dívida da sociedade alcança 38,8 milhões de euros, distribuída por 12 credores, mas mais de metade pertence ao Novo Banco, sucedendo ao BES. Segundo o grupo, foi o BES que financiou “os projetos mais importas da Lena Hotéis”, mas existem outros credores: o próprio grupo Lena, com dúvida subordinada, o Santander Totta e o Montepio, assim como o antigo presidente do grupo, Joaquim Barroca, que é arguido na Operação Marquês.

A Lena Turismo é a única parte do grupo que entrará em PER, assinalada o grupo, e os hotéis continuarão a funcionar “em pleno” e “sem nenhuma alteração”. O grupo Lena detém hotéis Eurosol em Leiria, em Santarém e na Guarda.

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