Operação Marquês: DCIAP tem de dar update em 45 dias

  • Lusa
  • 30 Agosto 2017

O inquérito terá de estar concluído até 20 de novembro, mas dentro de menos de 45 dias o DCIAP terá de fazer um ponto de situação à PGR.

O vice-Procurador-Geral da República deu um prazo de 45 dias para que o diretor do departamento que investiga a Operação Marquês “preste informação sobre o estado” do inquérito que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates. Segundo informação prestada à agência Lusa pelo gabinete de imprensa da Procuradoria-Geral da República (PGR), o despacho de Adriano Cunha determina que o diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Amadeu Guerra, “preste informação sobre o estado dos autos (da Operação Marquês) no prazo de 45 dias”.

A decisão proferida por Adriano Cunha mantém o despacho da PGR de 27 de abril de 2017 relativo ao inquérito Operação Marquês e considera que se iniciou em 22 de agosto o prazo de três meses (concedido pelo despacho de abril) para o encerramento da investigação. Ou seja, o inquérito terá de estar concluído até 20 de novembro.

A informação de que Adriano Cunha tinha dado um prazo de 45 dias para Amadeu Guerra prestar informação sobre o andamento do inquérito que tem José Sócrates como principal arguido foi hoje avançada pelo Observador.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates é um dos 31 arguidos – 22 singulares e nove empresas -, e está indiciado por fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais.

Entre os arguidos estão Armando Vara, ex-administrador da CGD e antigo ministro socialista, Carlos Santos Silva, empresário e amigo do ex-primeiro-ministro, Joaquim Barroca, empresário do grupo Lena, Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, João Perna, antigo motorista de Sócrates, Paulo Lalanda de Castro, do grupo Octapharma, Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, antigos administradores da PT, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira, os empresários Diogo Gaspar Ferreira e Rui Mão de Ferro e o empresário luso-angolano Hélder Bataglia.

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