Caso Luís Neves

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, ex-diretor nacional da Polícia Judiciária, está sob escrutínio após notícias que deram conta de que contratou para obras pessoais um empreiteiro, a Construbarcelos, que fez 17 trabalhos para a mesma polícia entre 2019 e 2025, num valor de 2,23 milhões de euros, e de cujo dono, João Carvalho, o ministro confirmou ser amigo. Adicionalmente, um atrelado que tinha sido apreendido numa operação contra o tráfico de droga, e que desaparecera de instalações policiais, foi encontrado à guarda dessa mesma empresa. A 24 de julho de 2026, o Chega anunciou a constituição de uma comissão de inquérito potestativa.

Auditoria vai centrar-se em contratos e obras públicas entre janeiro de 2018 e julho de 2026. Abrange final de mandato do antecessor de Neves, Almeida Rodrigues, e primeiros meses de Carlos Cabreiro.

Álvaro Pires negou a realização de obras na sua casa pela Construbarcelos, depois de confrontado internamente pela direção nacional desta polícia.