Passos considera “excelente notícia” subida do ‘rating’, mas podia ter acontecido antes

  • ECO
  • 15 Setembro 2017

Pedro Passos Coelho diz que tenciona ser primeiro-ministro em 2019 e garante que gostava de receber uma "herança melhor" do que a que recebeu em 2011 e deixou em 2015.

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, classificou esta sexta-feira como “uma excelente notícia” a decisão da agência de notação financeira Standard and Poor’s (S&P) de retirar Portugal do ‘lixo’, embora considerando que tal podia ter acontecido mais cedo.

Se não tivéssemos tido uma alteração de governo, muito provavelmente essa melhoria teria ocorrido mais rapidamente“, afirmou Passos Coelho, em declarações aos jornalistas, à margem de um jantar de campanha autárquica em Mafra.

Pedro Passos Coelho salientou que o anterior executivo PSD/CDS-PP “lutou muito” para que esta subida de ‘rating’ acontecesse, mas disse não querer retirar mérito ao atual Governo socialista.

“Tem o mérito de ter conseguido nestes dois anos provar que os receios que os investidores tinham eram infundados porque o Governo acabou por garantir as metas que eram importantes para os que estabelecem o ‘rating’ para o país”, afirmou.

A notícia da decisão da S&P foi conhecida a meio do discurso do líder do PSD, que falava num jantar de apoio ao candidato do partido à Câmara Municipal de Mafra, Hélder Sousa Silva.

“Vem assim um bocadinho mais tarde do que em circunstâncias normais teria acontecido, mas é indiscutivelmente uma excelente notícia era aquilo que faltava para Portugal neste caminho de recuperação pudesse plenamente receber o investimento graduado”, disse, já depois do discurso, em declarações à comunicação social.

Passos Coelho considerou que, pelo menos desde 2014, o país aguardava esta subida de ‘rating’ e sublinhou que, nessa altura, a própria Standard & Poor chegou a colocar o país numa perspetiva positiva.

“Tenciono ser primeiro-ministro em 2019″

O líder do PSD desafiou ainda o Governo a esclarecer os compromissos em investimentos e obras públicas até 2020, visto que nos últimos dois anos os projetos consensualizados têm “ficado na prateleira”.

De acordo com o líder do Partido Social Democrata, “os mesmos últimos dois anos em que Portugal podia e devia ter crescido mais, aproveitando a herança deixada pelo PSD“.

“Tenciono ser primeiro-ministro em 2019, gostava de receber uma herança melhor do que a que recebi em 2011 e melhor do que a que deixei em 2015”, disse ainda Pedro Passos Coelho.

 

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