Bloco salienta que qualquer mexida no IRS tem efeito em todos os escalões

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 18 Setembro 2017

Catarina Martins defende baixa de IRS "significativa" mas entende que, a existir alívio fiscal, deve ser concentrado nos escalões mais penalizados.

O Bloco de Esquerda ressalva que qualquer mexida no IRS tem um “efeito positivo” sobre todos os rendimentos mas diz que este esforço tem de se concentrar nos escalões mais penalizados pelo aumento de impostos levado a cabo pelo Governo anterior.

“Qualquer mexida no IRS tem um efeito positivo sobre todos os rendimentos. O que nós achamos é que era bom tomarmos duas decisões: primeiro que houvesse uma baixa de IRS que fosse significativa e não uma medida que fosse apenas simbólica, ou seja, que depois não se reproduzisse nos rendimentos das pessoas, em mais salários, em mais pensão para todos os que vivem do seu trabalho”, defendeu Catarina Martins em declarações transmitidas pela RTP3. “Em segundo lugar, achamos que, havendo um alívio do IRS, ele se deve concentrar nos escalões que foram mais penalizados pelo gigantesco aumento de impostos que fez Vítor Gaspar”, acrescentou.

A líder bloquista entende que “é possível aumentar o limiar de subsistência” — ou seja, o limite até ao qual não há pagamento de imposto — e ainda “criar dois novos escalões, dividindo ao meio o segundo e o terceiro escalões” de IRS. Desta forma, consegue-se “um alívio de impostos para todos os que vivem do seu trabalho, concentrado naqueles escalões que foram mais penalizados pelo aumento de impostos”, disse.

O CDS-PP já defendeu a baixa de IRS em todos os escalões e esta segunda-feira Assunção Cristas admitiu viabilizar a medida. Isto depois de o ministro das Finanças, Mário Centeno, ter dito, em entrevista à RTP, que “todos os escalões do IRS vão ter um desagravamento fiscal no próximo ano”,

Bloco preocupado com o peso da dívida pública

Também hoje, Catarina Martins garantiu que o Bloco está dedicado a “questões orçamentais”. “O Bloco de Esquerda tem uma preocupação grande com o peso da dívida pública portuguesa e do endividamento externo do país, temos dito que isso precisa de passos mais ousados, mais ambiciosos, a própria relação que temos com o sistema financeiro, com os credores do nosso país”, afirmou Catarina Martins.

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