Economistas esperam que PIB acelere 2,6% e défice caia para 1,7%

Os economistas consultados pela Bloomberg melhoraram as perspetivas para a economia portuguesa. Se os números se confirmarem, Portugal vai crescer a um ritmo superior ao da zona euro.

A economia nacional deverá crescer 2,6% este ano e o défice deverá fixar-se em 1,7%. Estas são as estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg, que estão mais otimistas do que o Governo no que toca ao PIB. Se estes números se confirmarem, Portugal vai crescer a um ritmo superior ao da zona euro.

O inquérito feito a 24 economistas, entre 8 e 14 de setembro, levou a uma revisão em alta das previsões que tinham sido feitas há um ano. Os economistas antecipam agora que o défice encolha para 1,7% do PIB este ano, uma quebra significativa face aos 2,8% que antecipavam no ano passado. É um valor que fica ligeiramente acima do que é antecipado pelo Governo, que espera fechar este ano com um défice de 1,5%.

o produto interno bruto (PIB) deverá crescer 2,6% este ano e abrandar o ritmo para 1,8% em 2018 e 1,4%. Estas são as previsões mais otimistas que os economistas já fizeram desde que o inquérito começou a ser feito pela Bloomberg. Estes valores ficam também acima do que é esperado pelo Governo. No Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), apresentado em abril, o Executivo de António Costa aponta para um crescimento económico de 1,8% em 2017, que irá acelerar até aos 2,2% em 2021.

Os números antecipados para Portugal ficam também acima do que os economistas esperam para a zona euro. Este ano, estimam, o bloco da moeda única deverá crescer 2,1% este, a taxa mais elevada desde 2010. No próximo ano, o PIB deverá aumentar a um ritmo mais lento, de 1,8%, caindo para 1,5% em 2019.

As estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg aproximam-se, por outro lado, das que foram feitas por algumas instituições internacionais. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o PIB português cresça 2,5% este ano. Já o défice deverá ficar em 1,5%, tal como antecipa o Governo.

Portugal fechou o ano passado a crescer 1,4%, um valor que ficou acima das expectativas de economistas, instituições e Governo. Já o défice ficou em 2,1%, o valor mais baixo em mais de 40 anos.

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