Equipa da Agência do Medicamento relutante com nova sede

  • ECO
  • 26 Setembro 2017

A Agência Medicamento refere que a má escolha da nova localização da sede poderá levar a uma "crise de saúde pública" na UE. Da lista onde consta o Porto, apenas cinco destinos convencem os quadros.

Apenas cinco destinos atraem mais de 65% dos quadros da Agência Europeia do Medicamento (EMA), entre os 19 candidatos. “No melhor cenário, a EMA poderia manter até 81% da sua mão-de-obra”, pode ler-se num comunicado emitido esta terça-feira.

A sondagem interna que reuniu 92% dos trabalhadores da agência também apurou que, em oito destinos, menos de 30% dos funcionários estaria disposto a mudar-se. Tais cenários levantam “sérias preocupações” para a Agência Europeia do Medicamento. “Isto pode levar a graves consequências para a saúde pública na UE”, avança o comunicado.

Resultados do inquérito conduzido entre a equipa da Agência Europeia do Medicamento

Nos casos das cinco cidades acima dos 65% de retenção da atual mão-de-obra, a agência poderá levar entre dois a três anos a completar uma “recuperação total”, avança o Financial Times.

A Agência Europeia do Medicamento tem vindo a conduzir vários inquéritos internos desde novembro do ano passado, de forma a preparar a sua saída de Londres e a assegurar que os seus serviços não são interrompidos durante o processo.

Para o final deste mês espera-se que seja feita uma avaliação aos vários destinos a concorrer para a nova sede a EMA. A votação final ocorrerá em novembro.

Os possíveis destinos para a agência europeia percorrem praticamente todo o território do continente, mas foram os países do sul que mereceram atenção na semana passada. Em causa esteve a proposta do ministério dos Negócios Estrangeiros Grego de formar uma aliança mediterrânica, em que os países votariam uns nos outros para aumentar a probabilidade de ficar com o órgão europeu.

A cidade do Porto é um dos candidatos à nova localização da agência. Segundo um estudo da Deloitte, a vinda da EMA para a cidade do norte do país poderá ter um impacto direto estimado de 1.130 milhões de euros e criar mais de cinco mil postos de emprego.

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