Direto Impresa: “Negócio dos media passa por parcerias. Mas não por verticalizações”

Líderes dos grandes grupos de media portugueses - e a Google - debatem o estado do setor em Portugal, com o negócio TVI/Altice a pairar sobre a sala. O ECO acompanha o debate em liveblog.

Qual é o Estado da Nação dos Media em Portugal? A pergunta é também o título do grande debate que, como já é habitual, marca o primeiro dia do congresso promovido pela APDC. Este ano, a discussão volta a contar com a presença de alguns dos principais players do setor, numa altura crítica em que a Altice, dona da Meo, se prepara para comprar a Media Capital, dona da TVI.

O painel abre com o ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes. Segue-se uma intervenção do regulador do setor, na figura de Carlos Magno, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). No debate participam: Rosa Cullel (líder da Media Capital, dona da TVI), Francisco Pedro Balsemão (líder da Impresa, dona da SIC), Gonçalo Reis (líder da RTP), Rolando Oliveira (administrador da Controlinveste, que detém títulos como JN, DN e TSF) e Bernardo Correia (diretor-geral da Google em Portugal).

O ECO acompanha o debate ao minuto em liveblog:

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Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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António Costa
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