Paulo Macedo: CGD está mais digital, mas “há imenso por fazer”

O líder da CGD afirmou que "é irrealista" a ideia de que é possível tratar todos os clientes da mesma forma. Ainda assim, a CGD está mais digital, embora haja caminho a percorrer.

Paulo Macedo, presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD), disse esta quarta-feira que o banco público já fez “um caminho muito significativo” perante a transformação digital, mas reconheceu que a instituição terá de continuar a “fazer um grande esforço” para dar “mais comodidade” e mais funcionalidades aos clientes. “Há imenso por fazer e precisa de ser feito rapidamente”, apontou o gestor.

Num painel sobre a economia digital em Portugal, inserido no congresso anual da APDC, Paulo Macedo indicou que, hoje, um estudante é capaz de abrir uma conta na CGD através da internet “em cinco minutos” e sem ter de preencher os dados pessoais, que são fornecidos pela Direção-Geral do Ensino Superior. Agora, o desafio é alargar esta opção a todos os clientes e não só aos estudantes universitários, reconheceu também.

Paulo Macedo lembrou ainda que a CGD lançou recentemente um simulador de crédito à habitação e que existe “um compromisso forte de cortar o período entre a simulação e a escritura”. A meta são dez dias, no máximo. E acrescentou: “Temos de ser mais ambiciosos: dar mais funcionalidades às pessoas. Porque é que não podemos dar uma certidão de registo predial [online]? Ou uma matriz predial?”

O líder da Caixa considerou também que, dentro da empresa, “a digitalização é indispensável para redução de custos e maior eficiência, mas com papel decisivo de reduzir o número de tarefas repetitivas”. Desde logo, o “carregamento de garantias” é já “feito de forma muitíssimo mais eficiente e eficaz” com recurso a robôs — algoritmos e software. O registo de insolvências, por exemplo, passou a ser feito em minuto e meio, ao invés dos 20 minutos que um humano levaria a concluir o processo.

“Estamos focados em dar uma melhor experiência ao cliente”, sumarizou Paulo Macedo.

O digital “vai afetar todos os clientes”

Paulo Macedo mostrou não estar esquecido dos “clientes mais idosos” do banco público, mas foi perentório: a velocidade da transformação digital faz com que ela vá “afetar todos os clientes”, mais tarde ou mais cedo. “A questão da velocidade é fator crítico de sucesso. É nós percebermos que temos de acompanhar esta velocidade, surfá-la”, atirou.

Ao mesmo tempo, e mais à frente na intervenção, o gestor da CGD defendeu: “Nós hoje, achar que podemos servir todos os clientes da mesma maneira é irrealista.” E concluiu: “A nossa preocupação é termos múltiplos processos na área do digital”, disse, reiterando que, enquanto líder do banco público, se obriga a ser “um insider de todo este processo”.

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