Banca “vai na direção certa” à boleia do PIB. Novo Banco é um risco, diz a DBRS

A agência de notação financeira vê os bancos portugueses a evoluírem na direção certa, com a rentabilidade a crescer e a qualidade dos ativos a melhorar. O Novo Banco é um risco, se o negócio falhar.

A DBRS está mais otimista para a banca nacional. A agência de notação financeira defende que o setor “está a evoluir na direção certa”, salientando, nesse sentido, a rentabilidade e também a qualidade dos ativos. É o reflexo, diz, do bom momento da economia portuguesa, sendo que o sucesso está dependente da boa resolução dos problemas do malparado. Mas há outro risco: o Novo Banco.

“A maioria dos bancos portugueses registou uma melhoria na rentabilidade [na primeira metade do ano] e na qualidade dos seus ativos em resultado do melhor desempenho da economia nacional, que está a crescer ao ritmo mais elevado em mais de nove anos”, diz a DBRS, numa nota sobre a banca nacional obtida pelo ECO.

Segundo a agência, “os progressos feitos pela banca também são reflexo das medidas adotada em 2016 para aumentar a rentabilidade e a qualidade dos ativos”, pelo que a visão da DBRS sobre o setor é agora bem mais positiva. “A DBRS considera que os bancos portugueses estão, genericamente, numa melhor posição do que há um ano, mas continua dependentes de uma série de desenvolvimentos”.

"Um fracasso na venda do Novo Banco ao Lone Star poderá criar um período de instabilidade para o setor financeiro português e uma quebra nos níveis de confiança no curto prazo.”

DBRS

Para a DBRS, a continuação da melhoria do desempenho do setor no resto de 2017 está dependente da “continuação do desempenho positivo da economia portuguesa, bem como do sucesso da execução dos planos de redução do malparado dos bancos”.

Além destes dois fatores, a DBRS aponta ainda o Novo Banco como um risco. “Um fracasso na venda do Novo Banco ao Lone Star poderá criar um período de instabilidade para o setor financeiro português e uma quebra nos níveis de confiança no curto prazo. No entanto, a DBRS não acredita que o resultado do processo de venda possa travar os progressos feitos pelos bancos em termos de rentabilidade e da qualidade dos ativos”.

O Novo Banco está prestes a conseguir obter a almofada de 500 milhões de euros de que necessita através da recompra de dívida. Grandes investidores como a Pimco aceitaram a oferta, desbloqueando o processo de venda ao fundo norte-americano. Os resultados finais deste processo só serão conhecidos a 4 de outubro.

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