Novo Banco vende edifício no Marquês de Pombal por 60 milhões

  • ECO
  • 28 Setembro 2017

O edifício foi comprado pela espanhola Merlin, avança o El Confidencial. Isto depois de o Novo Banco ter vendido outros dez edifícios por 50 milhões de euros.

O Novo Banco continua a vender ativos. Desta vez, o banco de transição alienou um edifício no Marquês de Pombal à imobiliário espanhola Merlin, avança o El Confidencial. O negócio está avaliado em 60,3 milhões de euros. Esta transação acontece depois de a instituição financeira ter avançado com a venda de outros dez edifícios por 50 milhões de euros.

O jornal espanhol refere que o edifício, com dez andares, tem 9.425 metros quadrados para escritórios e 3.025 metros para retalho. Segundo fontes citadas pelo El Confidencial, o ativo tem um potencial significativo de crescimento a nível das rendas, através de uma gestão focada na melhoria das áreas dedicadas ao retalho e aos escritórios. Com esta compra, a imobiliária espanhola Merlin reforça a sua presença na capital, onde já é dona do edifício Monumental e da Torre A das Torres de Lisboa.

Esta operação também acontece depois de o Novo Banco ter concluído a venda de uma dezena de edifícios, na sua maioria imóveis localizados na capital, como o Castilho 50, num negócio avaliado em mais de 50 milhões de euros. Estes imóveis, cuja venda foi assessorada pela Aguirre Newman, foram adquiridos pela Finangeste.

O Novo Banco está a vender vários ativos, entre eles o património imobiliário. No início de agosto, o banco de transição, que resultou da resolução do Banco Espírito Santo, iniciou o processo de venda dos ativos da área dos seguros. Em causa está a alienação do negócio dos seguros do ramo vida que ainda está nas mãos do banco liderado por António Ramalho. Os ativos geridos estão avaliados em mais de cinco mil milhões de euros.

O banco também se prepara para vender o Banco Internacional de Cabo Verde. A instituição financeira celebrou um contrato de compra e venda de 90% do capital da instituição financeira de Cabo Verde à sociedade IIBG Holdings, do Bahrein. Esta operação que ainda está dependente da aprovação dos reguladores dos dois países.

(Notícia atualizada às 16h00 com mais informação)

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