Novo Banco vende dez edifícios em Lisboa por 50 milhões

  • Rita Atalaia
  • 4 Setembro 2017

O Novo Banco continua a vender ativos. Desta vez, o banco liderado por António Ramalho concluiu a alienação de dez edifícios na capital portuguesa. Vai encaixar 50 milhões.

O Novo Banco concluiu a venda de uma dezena de edifícios, na sua maioria imóveis localizados na capital, como o Castilho 50, num negócio avaliado em mais de 50 milhões de euros. Estes imóveis, cuja venda foi assessorada pela Aguirre Newman, foram adquiridos pela Finangeste.

“A consultora imobiliária Aguirre Newman assessorou o Novo Banco, através do GNB – Gestão de Ativos, na venda de um portefólio de ativos imobiliários, cujo comprador foi a Finangeste, associada a um conjunto de Investidores Internacionais, especialmente selecionados, atendendo à vocação especializada para este tipo de ativos“, refere a consultora em comunicado.

“Esta carteira de imóveis, transacionada por um valor acima dos 50 milhões de euros, conta com uma área total de 35.000 metros quadrados nos quais estão integrados dez edifícios e cinco frações autónomas localizados em vários pontos do país: Lisboa, Oeiras, Sintra, Almada, Tomar, Caldas da Rainha, Matosinhos e Funchal”. Entre os imóveis encontra-se o edifício Castilho 50.

O Novo Banco está a reduzir o seu portefólio. Foi no início de agosto que o banco de transição, que resultou da resolução do Banco Espírito Santo, iniciou o processo de venda dos ativos da área dos seguros. Em causa está a alienação do negócio dos seguros do ramo vida que ainda está nas mãos do banco liderado por António Ramalho. Os ativos geridos estão avaliados em mais de cinco mil milhões de euros.

O banco também se prepara para vender o Banco Internacional de Cabo Verde. A instituição financeira celebrou um contrato de compra e venda de 90% do capital da instituição financeira de Cabo Verde à sociedade IIBG Holdings, do Bahrein. Esta operação que ainda está dependente da aprovação dos reguladores dos dois países.

A decisão de avançar com estas alienações acontece numa altura em que o Novo Banco está a levar a cabo uma oferta de aquisição de dívida sénior, em troca de dinheiro, com o objetivo de reforçar os seus rácios em 500 milhões de euros — condição essencial para a venda ao Lone Star. Os cerca de 2,7 mil milhões de euros necessários para pagar aos investidores que aceitem a oferta serão financiados, em parte, através da venda de ativos.

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