Frente Comum ameaça greve se Governo não aumentar salários

  • Lusa
  • 3 Outubro 2017

Frente Comum exige aumentos salariais de 4% para o próximo ano e adianta que o Governo tem até sexta-feira para descongelar posições remuneratórias ou avançará com greve nacional.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública disse, esta terça-feira, que na sexta-feira marcará uma greve nacional se até lá o Governo não apresentar propostas de aumentos salariais para o próximo ano.

“Das reuniões com o Governo não tem vindo nada de novo, pelo contrário. E se o Governo não inverter a situação, não descongelar salários, não fizer propostas de aumentos salariais, não fizer o descongelamento de posição remuneratória para todos […], a Frente Comum avançará com uma grande greve nacional”, disse a coordenadora da estrutura, Ana Avoila, em conferência de imprensa em Lisboa.

A Frente Comum exige aumentos salariais de 4% para o próximo ano, com um mínimo de 60 euros para todos os trabalhadores.

A coordenadora da estrutura ligada à CGTP quer que, além das melhorias salariais, o Governo apresente propostas para que todos os trabalhadores cumpram 35 horas de trabalho semanal (incluindo os que têm contrato individual de trabalho) e que o subsídio de refeição deixe de ser sujeito a impostos.

Ana Avoila considerou que a vitória do PS nas eleições autárquicas de domingo dá ao Governo “mais responsabilidades para responder às expectativas” dos trabalhadores.

“Os trabalhadores deram o seu contributo para derrubar o governo PSD/CDS-PP, mas estão atentos. Não é porque tem mais força que agora pode não fazer, se assim fosse, era má-fé”, disse.

Os sindicatos da Frente Comum têm 380 mil associados. Contudo, um pré-aviso de greve abrangeria todos os trabalhadores, independentemente de serem sindicalizados.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Frente Comum ameaça greve se Governo não aumentar salários

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião