E se a Siri lhe lesse a mente? O Facebook quer que o faça

  • ECO
  • 9 Outubro 2017

Para promover o uso em público dos assistentes digitais e proteger a privacidade dos utilizadores, o Facebook sugere dar-lhes livre acesso às mentes de quem os usa. Arriscaria?

Quantas vezes já colocou questões à Siri ou à Cortana? Quantas dessas vezes o fez em público? Não se preocupe, não está sozinho se não se sente confortável ao ponto de o fazer. Apenas 3% dos utilizadores deste tipo de assistentes pessoais digitais arriscam usá-los na companhia de estranhos. A conclusão é do Facebook, que aponta a privacidade como causa e o livre acesso destes assistentes à mente de quem os usa como solução.

“A proposta de valor é, essencialmente, dar [ao utilizador] a velocidade e flexibilidade que esperamos deste tipo de interfaces ativadas por voz, mas com a privacidade que esperamos das mensagens de texto”, avançou Mark Chevillet, líder da Building 8’s Projects, a divisão responsável pelos projetos mais disruptivos da empresa de Zuckerberg.

Na conferência sobre tecnologias wearable da ApplySci, o representante do Facebook apresentou o sonho de uma assistente digital que consiga ler os pensamentos, em qualquer lugar e a qualquer momento, dos seus utilizadores. Chevillet acabou mesmo por adiantar que o projeto está agora a terminar o seu primeiro ano — está, portanto, ainda na fase do “será isto sequer possível?” — e que só deverá chegar aos mãos — ou melhor, às cabeças — dos consumidores daqui a dez anos ou até mais.

O objetivo do Facebook é conseguir a transformação silenciosa de pensamentos em texto de 100 palavras por minuto. Uma ideia atrativa para quem repudia ter de admitir sonoramente o uso deste tipo assistentes, mas que, para ser bem-sucedida, deverá passar pela construção de uma interface não invasiva (isto é, que não envolva qualquer intervenção no corpo dos utilizadores).

No Building 8’s Projetcs estão também envolvidas 17 universidades, nomeadamente Stanford, Harvad e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

E se a Siri lhe lesse a mente? O Facebook quer que o faça

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião