EDP reúne acionistas na China no dia 22

O Conselho Geral e de Supervisão da EDP vai ter uma reunião em Pequim na próxima semana, a primeira fora de Lisboa. Encontro ganha relevância com discussão sobre renovação de mandato de António Mexia.

O Conselho Geral e de Supervisão da EDP, um órgão que reúne os acionistas de referência da elétrica, vai realizar uma reunião em Pequim no próximo dia 22, o que será o primeiro encontro fora de Lisboa, apurou o ECO junto de um acionista que integra aquele órgão. A reunião, já marcada desde o início do ano, ganha uma nova relevância com a discussão sobre a escolha da administração para o próximo mandato e as dúvidas sobre a continuidade de António Mexia como presidente executivo.

O encontro de acionistas em Pequim, apurou o ECO, resulta de um convite da China Three Gorges, o maior acionista da EDP, já no final de 2015 e que foi acertada no final do ano passado. Aliás, a mesma fonte revelou que o Conselho Geral e de Supervisão, presidido por Eduardo Catroga, tem previstas outras reuniões fora de Portugal, em países de origem de outros acionistas.

A reunião da próxima semana, que também vai incluir, claro, o conselho de administração executivo presidido por António Mexia, não tem na agenda a escolha de órgãos sociais para o próximo mandato. O que está em curso termina no final deste ano e, tradicionalmente, a assembleia geral eletiva é no mês de abril/maio seguinte ao fim do ano. Desta vez, o calendário acelerou.

No passado sábado, o jornal Expresso revelou que Francisco Lacerda é um dos candidatos a substituir António Mexia na presidência executiva da EDP e, já esta segunda-feira, o Jornal de Negócios noticiou a possibilidade de o escolhido vir a ser Diogo Lacerda Machado, facto que o próprio desmentiu formalmente em declarações exclusivas ao ECO.

Pelo meio, sucederam factos que também entram nas contas dos acionistas. Em primeiro lugar, a discussão sobre uma fusão entre a EDP e Gás Natural, que os chineses recusaram, mas que era bem vista por António Mexia. Depois, a ERSE propôs ao Governo um novo corte nas chamadas ‘rendas excessivas”, superior a 100 milhões de euros para o período de 2017/2027. Finalmente, António Costa, o primeiro-ministro, já fez duras críticas no Parlamento ao comportamento da EDP.

Depois destas notícias, já esta manhã, a CTG emitiu um comunicado em que garante estar “satisfeita” com a gestão da EDP. Além disso, garante num comunicado enviado à agência Lusa, em Pequim, que “[a CTG] não está envolvida em qualquer tipo de discussão, com nenhuma parte, sobre potenciais alterações nos órgãos sociais relevantes da EDP para o próximo mandato”.

O grupo chinês, que na semana passada elevou a sua participação na elétrica para 23,3%, num investimento de 208 milhões de euros, sinalizou que “apoia totalmente a trajetória de sucesso da equipa de gestão da EDP, que tem sido capaz de manter um desempenho estável, sob um contexto desfavorável no setor e a nível macro”. É um apoio a Mexia para o próximo mandato? É pelo menos uma forma de ganhar tempo, mas a reunião do próximo dia 22 servirá, também, para perceber se a CTG — “um acionista que tem cerca de 25% do capital, mas há mais 75% que também têm uma palavra a dizer”, lembra uma fonte ao ECO – quer acelerar o calendário e definir, já, o que se propõe fazer para o próximo mandato.

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