Juan Luis Cebrián deverá ser substituído na liderança da Prisa

O histórico gestor e fundador do El País deverá deixar de ser o chairman da Prisa esta sexta-feira, avança o jornal espanhol El Confidencial.

Juan Luis Cebrián, o chairman da Prisa, estará de saída da empresa como forma de desbloquear um novo aumento de capital. O histórico jornalista e gestor, fundador do jornal El País, deverá ser substituído por Javier Monzón no conselho de administração marcado para esta sexta-feira, “salvo surpresa de última hora”, avança o jornal espanhol El Confidencial.

A Prisa é a empresa espanhola que detém a Media Capital em Portugal. A empresa atravessa sérias dificuldades financeiras e está a tentar vender a dona da TVI à Meo/Altice. A saída de Cebrián de um cargo executivo (deverá manter-se como presidente honorífico do El País) dá início a um profundo plano de reestruturação da empresa, que se vê a braços com uma dívida avultada que vence já em 2018.

Javier Monzón é o ex-presidente da tecnológica espanhola Indra e atual conselheiro do Santander. De acordo com o El Confidencial, o seu nome é bem visto por alguns dos principais acionistas da Prisa. No entanto, o descontentamento será grande face às perdas milionárias que registam desde que entraram no capital do grupo de media espanhol.

A saída de Cebrián, escreve o jornal, era condição sine qua non para que os acionistas aceitassem participar na reestruturação, que prevê novo aumento de capital de 400 milhões de euros que, somando aos 440 milhões de euros que o grupo espera receber da Altice pela Media Capital, seriam suficientes para fazer frente às dívidas. Como nota o El Confidencial, a capitalização bolsista da Prisa cifra-se atualmente nos 280 milhões de euros.

Na reunião dos acionistas esta sexta-feira, espera-se assim que seja aprovada a substituição de Cebrián e aprovado o aumento de capital.

(Notícia atualizada às 12h38 com mais informação)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Juan Luis Cebrián deverá ser substituído na liderança da Prisa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião