Juros da dívida renovam mínimos de dezembro de 2015

  • Juliana Nogueira Santos
  • 12 Outubro 2017

Os juros da dívida portuguesa seguem em queda na maioria das maturidades, com a taxa a dez anos a renovar mínimos de dezembro de 2015.

No dia após o IGCP ter conseguido levantar 1.250 milhões de euros no duplo leilão de dívida, os juros das obrigações nacionais seguem em queda na maioria das maturações. Neste leilão, Portugal obteve os juros mais baixos de fevereiro de 2015 e, nos mercados, os mínimos também estão a ser renovados.

A taxa a dez anos segue nos 2,305%, tendo já cedido três pontos base. Com esta queda, a taxa renova mínimos do início de dezembro de 2015. No prazo a cinco anos, a taxa também recua um ponto base para 0,93%. A três anos, a taxa segue nos 0,175%.

Juros a 10 anos renovam mínimos de dezembro de 2015

Fonte: Bloomberg

O cenário de recuos é comum aos restantes países europeus, com os juros a dez anos da dívida espanhola a cederem para 1,63% e os da dívida alemã a caírem para 0,44%.

No final de setembro, logo após a S&P ter retirado a dívida portuguesa do lixo, os juros das obrigações nacionais aliviaram, o que levou muitos fundos a afirmarem que estava na hora de dizer adeus à dívida nacional. É o exemplo do Blue Bay Asset Management que garante que as dívidas de mais risco com maior retorno passaram a ser mais atrativas.

“Muitos dos retornos que tivemos vieram de Portugal e há mais a retirar de outras dívidas”, considerava Mark Dowding, da Blue Bay. “Temos fundos nos quais podemos investir, mas temos preferido o Chipre ou a Grécia a Portugal.”

(Notícia atualizada às 8h45 com mais informações)

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Juros da dívida renovam mínimos de dezembro de 2015

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião