Morgan Stanley penaliza Jerónimo Martins. PSI-20 cai

  • Ana Batalha Oliveira
  • 18 Outubro 2017

O Morgan Stanley cortou a recomendação das ações da dona do Pingo Doce. A Jerónimo Martins está a cair mais de 1%, pressionando o PSI-20. Lisboa recua pela terceira sessão consecutiva.

O Morgan Stanley cortou a recomendação da Jerónimo Martins. Apesar de até ter elevado a avaliação, está menos otimista quanto à evolução da dona do Pingo Doce, o que está a pesar no comportamento da empresa liderada por Pedro Soares dos Santos. A queda de mais de 1% dos títulos está a levar a bolsa nacional para terreno negativo. O PSI-20 está a cair pela terceira sessão consecutiva.

O índice de referência da praça nacional começou o dia a descer 0,29% para os 5.434,82 pontos. É a terceira sessão consecutiva de queda, sendo que desta vez está a acompanhar a tendência negativa das restantes praças europeias que continuam a ser penalizadas pelos receios em torno da independência da Catalunha face a Espanha. Apesar disso, o IBEX-35 segue a ganhar 0,14%.

Em Lisboa, a Jerónimo Martins, um dos pesos pesados da praça nacional, destaca-se com uma desvalorização de 1,23% para 15,60 euros. O Morgan Stanley cortou a recomendação de “overweight” para “equal-weight”, reflexo do menor otimismo do banco quanto à evolução bolsista da empresa portuguesa. Isto apesar de, ao mesmo tempo, ter elevado o preço-alvo de 15 para 16 euros. Oferece um potencial de subida de 2,5% aos títulos.

O BCP e as energéticas também pesam no desempenho da bolsa nacional. O banco liderado por Nuno Amado está a cair quase 2%, tendo chegado a ceder um máximo de 2,11% durante a parte inicial da sessão. Está a cotar nos 25,13 cêntimos no dia em que será concluída a venda do Novo Banco.

EDP e Galp inverteram rapidamente a trajetória positiva e juntaram-se à EDP Renováveis no vermelho. A empresa de António Mexia abriu a subir 0,2% mas já chegou a cair 0,57% para os 2,982 euros, no dia em que revelou que produziu menos eletricidade nos primeiros nove meses do ano. Os dados previsionais revelam uma quebra de 3% face ao mesmo período do ano passado, uma evolução negativa que a empresa atribui às barragens. Apesar da quebra da produção, a distribuição cresceu.

A EDP Renováveis regista uma quebra de 0,37% para os 7,039 euros, já a REN destaca-se pela positiva ao valorizar 0,45% para 2,658 euros. A Galp Energia começou por subir ligeiros 0,16% mas já desvaloriza 0,68% para os 15,40 euros, apesar da valorização dos preços do petróleo nos mercados internacionais. O Brent está a ser transacionado acima da fasquia dos 58 dólares.

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