Novo Banco já pode fazer aquisições de outras instituições

  • ECO
  • 24 Outubro 2017

A margem de manobra para aquisições é, ainda assim, limitada, já que o banco ainda está sob processo de reestruturação, supervisionado por Bruxelas.

Depois de concluída a venda ao Lone Star, o Novo Banco já pode fazer aquisições de outras instituições financeiras, uma vez que já não assume a figura de um banco de transição. O Jornal de Negócios (acesso pago) escreve, esta terça-feira, que, apesar de estas aquisições já serem permitidas, a margem de manobra é limitada, uma vez que o banco ainda está em processo de reestruturação.

O aviso publicado no Portal da Justiça após a assembleia-geral de 18 de outubro, que aprovou as alterações ao contrato da sociedade, refere que o Novo Banco passou a ter como objetivo “o exercício da atividade bancária”, estando agora autorizado a “adquirir participações no capital de outras sociedades, bem como fazer parte de agrupamentos complementares de empresas”.

Até agora, o Novo Banco apenas podia desenvolver a sua atividade bancária através da gestão dos “ativos, passivos, elementos extrapatrimoniais e ativos sob gestão transferidos do BES”.

Contudo, lembra o Negócios, o banco liderado por António Ramalho ainda está em processo de reestruturação, que está a ser supervisionado por Bruxelas, pelo que a possibilidade de fazer aquisições tem limites. Desde logo, o Lone Star comprometeu-se, junto da Comissão Europeia, a adotar medidas de corte de custos, incluindo a redução do quadro de pessoal e o fecho de balcões.

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