Energia puxa pela bolsa. CTT continuam a perder valor

A bolsa nacional arrancou a semana em terreno positivo, com os títulos do setor energético a recuperarem. Os CTT continuam em queda.

Depois das fortes quedas no final da semana passada, os títulos do setor energético estão a puxar pela bolsa nacional. O PSI-20 está a valorizar, contrariando a tendência das restantes praças europeias, animado essencialmente pela Galp Energia, que ganha com a subida dos preços do petróleo, isto num dia que volta a ser de queda para os CTT.

O índice de referência da bolsa nacional, o PSI-20, avança 0,17% para cotar nos 5.377,98 pontos, corrigindo da queda de quase 1,5% registada na última sessão da semana passada em resultado da queda do grupo EDP. Nos restantes mercados europeus a tendência é negativa, ainda que as perdas sejam ligeiras: em torno dos 0,2%.

A EDP e a EDP Renováveis afundaram no final da semana passada depois da elétrica liderada por António Mexia ter revisto em baixa as estimativas de lucros. A empresa espera agora obter um lucro entre 850 milhões e 900 milhões de euros em 2017, abaixo da anterior projeção de cerca de 919 milhões de euros. Nesta sessão, a EDP recua 0,3%, mas a EDP Renováveis avança 1,88% para os 7,03 euros.

É, contudo, a Galp Energia a estrela da sessão. A petrolífera está a valorizar 0,6% para 15,99 euros, isto numa sessão que está a ser de ganhos expressivos para a matéria-prima. O Brent, negociado em Londres, avança mais de 1% para um valor acima dos 62,50 dólares, tocando em máximos de mais de dois anos, após a detenção de vários príncipes na Arábia Saudita.

Pela positiva, destaque ainda para a REN que soma 1,15% para 2,72 euros, enquanto a impedir uma subida mais expressiva do índice nacional estão o BCP e os CTT. O banco liderado por Nuno Amado está a perder praticamente 1% para cotar nos 25,20 cêntimos por ação enquanto os CTT deslizam 1,5%.

A empresa liderada por Francisco Lacerda vai na quinta sessão consecutiva de quedas, sendo que desde a apresentação dos resultados já perdeu mais de um quarto do valor em bolsa. Está agora a valer 3,508 euros, isto depois de já ter renovado um mínimo histórico ao cotar nos 3,50 euros no arranque da negociação.

(Notícia atualizada às 8h20 com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Energia puxa pela bolsa. CTT continuam a perder valor

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião