Em apenas um ano, valor da bitcoin multiplicou-se por dez

  • Rita Atalaia
  • 7 Novembro 2017

A moeda digital valorizou mais de 900% num ano. E este crescimento deve continuar... até aos 8.000 dólares. Analistas avisam que a subida da moeda deve estagnar neste patamar.

A bitcoin é uma estrela em ascensão. Com um crescimento tão rápido que deixa para trás empresas como a Apple ou a Amazon, a moeda digital viu o seu valor aumentar em dez vezes em apenas um ano. Mas este crescimento pode, em breve, ser travado por uma nova barreira: os 8.000 dólares. Analistas alertam que este deve ser o “último grande número” desta criptomoeda.

Há um ano, a bitcoin valia 706,90 dólares. Hoje, a moeda está a cotar nos 7.189,99 dólares, próximo do máximo histórico de 7.592,22 dólares, acumulando uma valorização de 917%. Só desde o início do ano, o valor da moeda virtual disparou 657%, o que avalia este ativo em perto de 120 mil milhões de dólares.

A fasquia dos 100 mil milhões foi superada em outubro — demorou sete anos a consegui-lo. Foi assim três vezes mais rápida a alcançar o “clube dos 100 mil milhões” do que a empresa mais valiosa do mundo: a Apple, que demorou 31 anos. Um crescimento célere que desperta receios de uma bolha no mercado. “Não há uma medição oficial para uma bolha, mas a velocidade com que se ascende podia ser uma dessas medições”, comentou Stephen Gandel, analista da Bloomberg.

Para a corretora Themis Trading, esta subida da bitcoin é um sinal de que esta moeda é uma bolha à qual não se deve dar cobertura regulatória. Já Terrence Duffy, presidente executivo do CME Group — que anunciou que pretende incluir a bitcoin no leque de produtos derivados transacionados neste mercado — referiu que a função do CME Group é “gerir risco, não decidir qual é o preço de um ativo”.

Bitcoin chegou à barreira dos 100 mil milhões em apenas sete anos

Bitcoin pode travar nos 8.000 dólares

Esta valorização foi, inicialmente, atribuída ao interesse repentino nas moedas virtuais por parte de pequenos investidores no Japão e Coreia do Sul. Mas este interesse já chegou aos grandes. Agora, são os investidores institucionais que colocam o dinheiro neste ativo, sendo muitos deles hedge funds que tentam capitalizar com a subida astronómica da divisa digital.

“É simplesmente notável quão resiliente a bitcoin tem sido num cenário de grande pessimismo”, afirmou Lukman Otunuga, analista da ForexTime, à Bloomberg. “A oscilação do preço sugere que os bulls [investidores que apostam na subida do ativo] têm uma posição muito forte [em relação à moeda]”, acrescenta o analista.

Depois de ter superado o patamar psicológico dos 7.000 dólares, menos de um mês depois de ter ultrapassado os 5.000, a criptomoeda parece estar a caminho de uma nova fasquia: os 8.000 dólares. Mas a subida deve estagnar neste nível. Os analistas do Goldman Sachs estão a aconselhar os investidores a não apostarem que a bitcoin vai ultrapassar essa barreira, apesar de o passado recente demonstrar rápidos crescimentos em poucos dias.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Em apenas um ano, valor da bitcoin multiplicou-se por dez

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião