José Neves: Ser CEO “é o trabalho mais solitário do mundo”

O português, CEO da Farfetch, contou no palco no Web Summit que criou a empresa sozinho e que os momentos de decisão são "muito solitários".u

José Neves da Farfetch, com Jason Robins (DraftKings) e Gillian Tans (Booking.com).

Provavelmente, “o trabalho mais solitário do mundo”. Ser CEO é estar sozinho muitas vezes. José Neves, o português que fundou e que continua a ser o CEO da Farfetch, plataforma de venda de roupa de luxo avaliada em mais de mil milhões de dólares, disse esta terça-feira que ser CEO é o trabalho mais solitário do mundo.

No palco principal do Web Summit e, acompanhado por outros dois CEO, Neves sublinhou as principais dificuldades e desafios na gestão das equipas.

“Se tens cinco, dez, 15 pessoas, os valores são sentidos. Depois, atinges um ponto em que começas a ver que há falhas porque nunca expressaste a cultura com todas as letras, nem os valores da empresa. No nosso caso, o grande ‘abre-olhos’ foi uma sénior que entrou na equipa, eu estava super entusiasmado, e correu tudo mal”, explicou José Neves, no palco principal do Web Summit.

Porquê? José Neves explica: “Porque não comunicámos internamente aquilo que estava a acontecer”. Desde essa altura, assegura, é uma prática corrente da empresa: perceber o que pensam as pessoas e como podemos melhorar a comunicação dos valores da empresa internamente.

E se pudesse escolher um CEO como exemplo? José Neves escolhe o CEO do Facebook. “Sempre foi um visionário na maneira como explorou o negócio e o desenvolvimento”, explicou o CEO da Farfetch.

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