De zero a herói. Quatro gráficos narram explosão do Web Summit

  • ECO
  • 7 Novembro 2017

Em oito anos, o Web Summit cresceu de 200 participantes para 60.000, mudou-se para Lisboa e consagrou-se a maior feira de tecnologia do mundo. Estes são os quatro gráficos que narram a sua escalada.

O ano era 2009. “A Internet é tão popular nos dias de hoje. Não seria ótimo se alguns dos maiores nomes da Internet viessem cá e falassem com os estudantes?”, sugeriu-lhe a irmã. “Pensei que era uma ideia maluca, mas depois foi como se uma lâmpada se acendesse dentro de mim” e nasceu assim a maior feira de tecnologia do mundo, confessou Paddy Cosgrave, em 2010, ao Tecnology Voice.

A primeira edição do Web Summit, que acabaria por acontecer nos arredores de Dublin, na Irlanda, contou com cerca de 200 participantes. Oito anos depois, é na capital portuguesa que os investidores, empreendedores e interessados no campo da tecnologia se reúnem… e já atingiram um novo recorde. Este ano, andarão por Lisboa mais de 60 mil participantes.

De 200 a 60 mil participantes

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À oitava vez, “o grande conclave dos padres mais importantes da indústria tecnológica de todo o mundo” (assim chamada pelo The New York Times, em 2013) decidiu mudar de endereço. A capacidade hoteleira, a rede de transportes e os problemas que afetam as infraestruturas de Dublin levaram o Web Summit… a Lisboa.

A oitava edição, que aconteceu em 2016, decorreu de 7 a 10 de novembro, no Altice Arena e na FIL. Na altura, Paddy Cosgrave justificou a escolha da capital portuguesa por ser “uma cidade cosmopolita”, com boas infraestruturas e um grande número de hotéis. Nesse ano, segundo o Presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, o Web Summit deixou em Lisboa mais de 200 milhões de euros.

No primeiro ano em Portugal, a feira contou com mais 10 mil participantes do que os 42 mil de 2015, o último ano do evento em Dublin. Além disso, em 2016, o número de países de origem dos participantes ultrapassou, pela primeira vez, a centena e meia (para 166). Hoje, o Web Summit é um dos eventos mais desejados por empreendedores e investidores de todo o mundo.

‘C’ de cosmopolitismo

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“Estamos aqui para encontrar a próxima Google, a próxima Facebook”, sublinhou Niklas Zennström, no início dos dias desta feira. Dito e feito. Startups e investidores de todos os cantos do planeta vieram juntar-se à demanda. 2014 e 2015 (os últimos dois anos em que o Web Summit aconteceu em Dublin) foram os anos mais fortes na captação de startups e investidores. Depois de uma queda com a mudança para Lisboa, a recuperação está bem encaminhada este ano.

Os unicórnios existem?

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Janus Friis e Niklas Zennstrom do Skype. Ellon Musk da SpaceX e da Tesla. Nikesh Arora da Google. Jenna Marbles e Alfie Deyes. Estes são alguns dos nomes mais sonantes que ano após ano foram fazendo do evento irlandês um fenómeno à escala global.

Este ano, o Web Summit conta com a presença do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, da comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, e da primeira cidadã humanóide, a robô Sophia.

Fala quem sabe

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A The Atlantic considerou-o o sítio onde “o futuro vai para nascer”. Em 2017, no evento que representa a maior concentração de líderes executivos da História da humanidade, a inteligência artificial, a robótica e o cibercrime são três dos principais temas a serem debatidos.

Na noite de abertura, Stephen Hawking — que marcou presença por vídeo — considerou a revolução tecnológica atual “o limiar de um admirável novo mundo” e apelou aos participantes para que sejam pioneiros.

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