É empreendedor? Não vá ao Web Summit sem estes conselhos

  • ECO
  • 4 Novembro 2017

Como navegar com sucesso a Web Summit? Evite a ansiedade, a frustração e a desilusão com estas seis dicas. Quem as dá são empreendedores para quem esta não é a primeira dança.

Milhares de empreendedores, investidores, jornalistas e interessados voltam a invadir a capital portuguesa, esta segunda-feira. A Web Summit orgulha-se de ser o paraíso da inovação, dos contactos e das oportunidades. Como tirar o maior partido da conferência? O ECO foi ouvir quem anda nestas andanças há mais tempo e traz-lhe seis dicas para navegar em direção ao seu futuro.

1. O melhor caminho para as estrelas

Se quer garantir que o seu orador favorito não lhe escapa, contacte-o logo a seguir à sua comunicação. “Muitos deles acabam por ir embora. A melhor altura para falar com eles é logo depois de saírem do palco”, aconselha Nuno Fonseca, da Sound Particles.

2. Vista a sua startup

A palavra-chave é branding. Cuide, é claro, da sua aparência (não precisa, atenção, de investir num traje formal), mas não se esqueça de tornar a sua empresa memorável. “Uma T-shirt com um logo da startup é sempre boa ideia”, recomendam Raquel Cruz Leal e Marta Sousa Monteiro, da Startup Portugal.

3. Com fome? Evite este horário

“O meu conselho? Que não comam o almoço à uma da tarde. O ano passado tentei fazê-lo e as filas estavam imensas”, explica George Tubalev, da Exaud. Escolha horários menos comuns para reabastecer os mantimentos ou irá desperdiçar demasiado tempo à espera de o fazer.

4. O que acontece no Web Summit fica no Web Summit?

Certifique-se de que a resposta a esta pergunta é um redondo “não”, acompanhando todos os contactos feitos na conferência com emails e conversas posteriores. O conselho é do Gonçalo Farinha, da Drivit, que sublinha também a necessidade de marcar reuniões ainda antes da feira através da app e de ter um bom pitch na ponta da língua.

5. Seja sociável… mas com moderação

Evitar as festas que decorrem depois das portas da FIL e da Altice Arena fecharem é um erro. Quem o diz são as representantes da Startup Portugal. Raquel e Marta recomendam equilíbrio, alertam para que “não beba demasiado” e sublinham que muitos investidores andam por lá.

6. A palavra secreta? Começa por ‘A’

‘A’ de atitude. É isso que, finalmente, vai precisar para se sair bem na maior feira de tecnologia do mundo. Marcelo Sousa, da BeOnit, acredita que “só falando com os participantes” sem timidez ou receios se consegue atingir as metas pretendidas.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

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