Trump na Casa Branca em 2020? É só continuar a tweetar

  • Juliana Nogueira Santos
  • 8 Novembro 2017

A 'arma secreta' da campanha eleitoral de Donald J. Trump subiu ao palco da Web Summit no dia em que se marca um ano de administração republicana. E já está a pensar no próximo mandato.

Foi há precisamente um ano que a América decidiu escolher Donald J. Trump para liderar o país. Foi também há um ano que toda a gente olhou incrédula para os resultados que, segundo a vontade popular, davam a vitória à candidata democrática. Mas a máquina norte-americana não funciona assim. O republicano e a sua equipa sabiam bem como funciona e como podiam atuar.

“Quando Trump me convidou para a campanha, eu sabia que tinha um grande produto para ele.” A certeza é de Brad Parscale, responsável pela campanha digital do agora presidente dos Estados Unidos. O estratega esteve presente no terceiro dia do Web Summit para assinalar este marco e falou de como as redes sociais foram um dos seus maiores aliados. “Havia dias em que produzíamos 150 mil peças de conteúdo online”, afirmou Parscale.

Este conteúdo era depois distribuído de uma forma filtrada, tendo em conta as características dos utilizadores. Para além disto, a campanha utilizou uma estratégia que combinava inteligência artificial e estatística para perceber até onde é que a mensagem tinha chegado, bem como as alterações que seriam necessárias.

A Rússia e a investigação especial liderada por Robert Mueller também mereceu a atenção do estratega, que terá ele próprio retweetado tweets feitos por bots russos. “Não posso retirar o que retweetei”, afirmou. Não assume também qualquer responsabilidade na enchente de bots russos pró-Trump, considerando que a culpa é da Twitter, porque “Jack Dorsey queria o dinheiro da Rússia.”

"Havia dias em que produzíamos 150 mil peças de conteúdo online.”

Brad Pascale

Responsável campanha de Trump

Sobre a investigação, Parscale diz que só pode falar por si, não pelo presidente, mas que espera que esta tenha sucesso. “Sempre apoiei a investigação”, conclui.

Um ano de mandato, mas já a pensar na reeleição

Confrontado com o facto de Trump ainda não ter apresentado qualquer peça de legislação no que diz respeito às infraestruturas, Parscale afirma que “ele ainda tem três anos de mandato”. Para além disto, não está desiludido com este primeiro ano, chegando até a dizer que Trump “foi o melhor presidente que tivemos nos últimos tempos”, dando como exemplos os ‘avanços’ feitos na saúde.

Primeiro ano volvido, chegou a hora de pensar na reeleição. E como em equipa que ganha não se mexe, o antigo responsável de campanha aponta que a estratégia para Trump reconquistar a Casa Branca em 2020 passa por dois passos. Primeiro, “contratar-me”. Segundo, “continuar a tweetar”.

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