Mário Ferreira vai integrar trabalhadores da Soares da Costa

Mário Ferreira acordou com o sindicato da construção a integração de trabalhadores da Soares da Costa afetos a obra do Monumental Palace. Integração é extensível a outros funcionários da construtora.

Continua a saga do Mário Ferreira com a obra do Monumental Palace (MPH), no Porto. Depois de o empresário ter rescindido contrato com a Soares da Costa, líder de um agrupamento de empresas, fica agora saber-se que chegou a acordo com o Sindicato da Construção que garante a continuidade dos trabalhadores da Soares da Costa na obra do MPH.

“A Monumental Palace Hotel e o Sindicato da Construção de Portugal, fecharam esta tarde no Porto um acordo para propor aos trabalhadores da Soares da Costa, afetos à empreitada do Monumental Palace Hotel, a sua continuidade na obra, estando a MPH; SA disponível para os integrar na empreitada, dentro do quadro legal em vigor e fora do âmbito do ACE”, pode ler-se no comunicado.

A empresa de Mário Ferreira mostrou-se inclusive disponível para a integração de outros trabalhadores do grupo Soares da Costa que “se encontrem inativos ou suspensos, e até a um máximo de 50, para reforçar equipas da empreitada, de forma a recuperar alguns dos atrasos verificado até à data“.

Do acordo, entre o empresário e o representante do sindicato Albano Ribeiro faz ainda parte, um adiantamento de 50% do primeiro salário referente a esta nova fase da empreitada assim que os trabalhadores iniciem os trabalhos, o que acontece na próxima semana. O objetivo segundo consta no comunicado é “ajudar os colaboradores a atenuar as suas dificuldades económicas resultantes dos meses de salários em atraso“.

“A MPH não é alheia ao fator humano e à situação em que se encontram estes colaboradores, com salários em atraso (entre um e oito meses) e incertezas futuras, e apresenta desta forma uma proposta que permite solucionar um problema criado pela incapacidade de resposta da Soares da Costa às suas obrigações contratuais, com parceiros e colaboradores”, adianta o comunicado.

A empresa de Mário Ferreira volta a afirmar que “procurou sempre a resolução de problemas de forma pró-ativa, que só a “não comparência” da administração da Soares da Costa, na pessoa do seu CEO, impossibilitou de todo, precipitando a decisão que a MPH, SA acabou por ser forçada a tomar no passado domingo com a rescisão contratual”.

A decisão do empresário de rescisão com o grupo liderado por Joaquim Fitas foi conhecida na passada segunda-feira, através de comunicado. Mário Ferreira mostrou-se solidário com os funcionários da construtora que fizeram uma greve que obrigou à paragem da obra na passada sexta-feira, devido à falta de pagamento de salários. O empresário dono da Douro Azul adiantava na altura que, “desde o início do processo, a MPH fez saber junto dos envolvidos que não pactuaria com situações de incumprimento salarial, tendo sido diligente no pagamento de todos os trabalhos realizados na empreitada para que situações como a atual fossem evitadas, como consta no processo de resolução do contrato da empreitada”.

O empresário garantia ainda estar disponível para “averiguar a existência de soluções, dentro do enquadramento legal e laboral atualmente em vigor, que permitam integrar os colaboradores afetos à obra no cenário de continuidade da mesma“.

Para tal, a Mystic Invest, a holding do grupo do empresário, afirmava estar disponível para acolher uma sugestão do Sindicato da Construção em Portugal “para tentar encontrar uma solução que possibilite a manutenção destes colaboradores no processo da empreitada, mantendo os seu enquadramentos salariais atuais”.

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