Investimento chinês no estrangeiro afunda 40%

  • ECO
  • 16 Novembro 2017

Pequim está a proibir investimentos irracionais em setores como o desporto e o entretenimento. Com isto, há menos capital a sair do país para investir fora de portas.

O investimento da China no estrangeiro está a afundar desde o início do ano, depois de Pequim ter imposto limitações às empresas do país em relação a negócios no desporto ou no entretenimento fora de portas.

Entre janeiro e outubro, o investimento estrangeiro não financeiro caiu para os 86,3 mil milhões de dólares, menos 41% face ao mesmo período do ano passado, revelou o Ministério do Comércio esta quinta-feira.

Na atualização mensal destes dados, o ministério nota que não houve novos investimentos no imobiliário, desporto e entretenimento. Por outro lado, serviços de leasing, indústria têxtil, retalho e tecnologia foram as áreas em que se registaram mais investimentos.

“A combinação de fatores como o controlo de capitais mais apertado na China e uma redução da atividade de M&A afetou o investimento chinês fora do país”, explicou Tom Orlik, economista chefe da Bloomberg Economics para a região da Ásia.

Os reguladores chineses emitiram este ano, no entanto, um raro comunicado conjunto, no qual advertiram para investimentos “irracionais” além-fronteiras, nos setores imobiliário, entretenimento e desporto, nos quais abundam “riscos e perigos ocultos”.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Investimento chinês no estrangeiro afunda 40%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião