Dinheiro para os incêndios aumenta défice para 1,1%

O Partido Socialista divulgou esta sexta-feira as propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2018. As propostas para os incêndios vão levar o défice para 1,1%.

Carlos César revelou esta sexta-feira que, no total, as medidas de reconstrução, prevenção e combate aos incêndios que vão ser acrescentadas ao Orçamento do Estado para 2018, na especialidade, terão um impacto de 119 milhões de euros no défice do próximo ano. Os socialistas preveem assim que o défice fique nos 1,1%.

Este número resultou do diálogo com o Governo, assegurou o líder parlamentar do Partido Socialista em conferência de imprensa onde apresentou as propostas do PS para o OE2018. “Estas nossas propostas são propostas que resultaram de um diálogo com o Governo ao longo das últimas duas semanas”, confirmou o líder parlamentar, referindo que o aumento é “em particular” justificado pelo impacto das medidas relativas aos incêndios.

“Do ponto de vista do impacto no défice, prevê-se que estas medidas tenham um impacto global de 222 milhões de euros, dos quais 103 milhões de euros já estavam assumidos na proposta do Orçamento do Estado e 119 é o impacto adicional das alterações que fazemos na especialidade”, explicou Carlos César, assinalando que, assim, “prevê-se que o défice para o próximo ano possa ser de 1,1% e não de 1% como estava antes previsto”.

O Governo prevê para este ano um défice de 1,4% e o Orçamento do Estado para 2018 apontava para um valor de 1% no próximo ano. Uma meta que agora desliza para 1,1%.

O primeiro-ministro tinha avançado no início da semana que o Orçamento iria ter uma verba de 670 milhões de euros para os incêndios. “Trezentos e setenta milhões de euros já constavam da proposta inicial e 300 milhões de euros serão apresentados na fase da especialidade, que é o resultado do conjunto do esforço que vimos ser necessário mobilizar, seja para a reconstrução, seja para dar execução, em 2018, já de parte significativa da resolução do Conselho de Ministros do passado dia 21 de outubro”, explicava António Costa.

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